É impossível desassociar Holly Golightly de Audrey Hepburn. E embora livro e filme sejam tão diferentes, são ambos altamente recomendados.
A principal diferença entre livro e filme é que no livro não existe um romance entre a protagonista e o escritor, que é o narrador da história. Eles se conhecem porque moram no mesmo prédio em Nova York, nos anos pós guerra. O narrador / escritor vai de certa forma se apaixonando pela garota, que sobrevive fazendo programas e procurando um marido rico e um lugar no mundo para chamar de seu. E o narrador, assim como o leitor, logo fica fascinado pelo seu estilo, pelo seu comportamento avançado para a época, pela sua ambição em "ficar rica". Da sua aparente futilidade, ele vai descobrindo uma garota romântica e ainda apegada a laços familiares e do passado.
Há personagens que existem no livro e não existem no filme, e vice versa. No livro não existe, por exemplo, a amante do escritor que o sustentava; no filme não existe Joe Bell, o barman com cara de poucos amigos que trabalhava onde o escritor e Holly iam beber e telefonar (e que a gente fica sem entender como deixaram de fora do filme um personagem tão interessante!).
Livro e filme tem qualidades distintas: o filme é romântico, leve, engraçado; o livro é mais realista, meio amargo e até triste. O que ambos tem em comum: como é bom ler o livro e ver o filme, não importa quantas vezes você já tenha feito isso!
É incrível como a escrita de Truman Capote parece leve e despretensiosa, mas seus biógrafos afirmam que isso era resultado um trabalho arduamente burilado.
Ainda fazem parte da edição três contos. O último conto do livro, "Recordação de Natal" (também semi autobiográfico), é uma das coisas mais emocionantes que já li!
Numa opinião muito pessoal, acho que este livro é a obra prima de Truman Capote, mesmo que todo mundo ache que seja "A Sangue Frio".
Norman Mailler disse que "não há uma palavra errada sequer em Breakfast at Tiffany's". Eu concordo com ele.