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    Sobre educação e juventude - Conversas com Riccardo Mazzeo

    Zygmunt Bauman

    Zahar
    2013
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788537810323
    Português Brasileiro
    4
    121 avaliações
    Leram202Lendo45Querem382Relendo0Abandonos8Resenhas7
    Favoritos12Desejados382Avaliaram121

    Nesse livro contundente, o sociólogo Zygmunt Bauman reflete sobre o destino dos jovens e o papel da educação e do educador na era da modernidade líquida, indicando alguns caminhos. Segundo ele, cabe ao educador fomentar o espírito crítico dos estudantes, fornecendo as condições para viverem em um mundo cada vez mais multifacetado.

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    Aline Teodosio picture
    Aline Teodosio24/04/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Claramente, o mundo tal como o conhecíamos, ou pensávamos conhecer, está saindo dos eixos. Está acelerando a cada dia e, em tempo real, a cada dia ficando menor. As antigas certezas desapareceram. Os velhos remédios não funcionam. As velhas e confiáveis pranchetas permanecem desocupadas ou produzem cópias de antigas plantas, como que num transe sonambúlico. As esperanças parecem só ter abrigo sob as tendas montadas em praças públicas. Tendas cheias de som e fúria em busca de um significado..." Este trecho impactante, para mim, traduz toda a essência desse livro. Nesta obra em formato de debate, Bauman discorre sobre questões da nossa sociedade atual, que podem nos parecer simples, mas que estão arraigadas numa complexidade cultural. Através de explanações lúcidas e racionais o autor nos convida a pensar criticamente sobre temas como educação e respeito, felicidade e consumismo, minorias e religiosidade, juventude e cultura das aparências. Bauman nos aponta que o mundo realmente mudou. Vivemos numa cultura do imediatismo, das aparências e da felicidade flamejante impulsionada, principalmente, pelo consumismo. As relações tendem a ficar cada vez mais rasas e a educação crítica é relegada a segundo plano. A impressão que eu tenho é que mais importante que saber, pensar e questionar/criticar é parecer estar por dentro de tudo um pouco, de forma superficial, para assim bancar o status. Mais importante do que o respeito e afetividade real aos pais e familiares é a foto na rede social. Mais importante do que o café com um amigo é a quantidade de contatos e seguidores virtuais. Mais importante do que SER é TER. Sim, o mundo mudou. Vivemos em busca da felicidade, mas uma felicidade vazia de significados. Por enquanto, é isso. (Preciso de uma releitura para compreender melhor os conceitos aqui elencados).

    7 curtidas

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    Avaliações

    4 / 121
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas2%
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    Zygmunt Bauman

    Foi um aclamado sociólogo polonês. Professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia até seu falecimento, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968, sendo afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da universidade de Leeds. Lá conheceu o filósofo islandês Ji Caze, que influenciou sua prodigiosa produção intelectual, pela qual recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra).

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    Zygmunt Bauman