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    Uma história verde do mundo -

    Clive Ponting

    Civilização Brasileira
    1995
    646 páginas
    21h 32m
    ISBN-11: 8520003273_
    Português Brasileiro
    4.6
    8 avaliações
    Leram6Lendo2Querem1Relendo1Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados1Avaliaram8

    Livro apresenta uma análise sistemática do que ocorreu ao longo dos séculos no capítulo dos crimes que a humanidade, a “civilização” e o “progresso” contra ela vêm praticando. Partindo das primeiras civilizações mesopotâmias e chegando aos nossos dias, o autor nos demonstra que o processo sempre agressivo do choque milenar entre homem e meio ambiente não acarreta apenas danos materiais (alguns já irreversíveis), mas agrava enormemente os problemas sociais, trazendo miséria, doenças e catástrofes.

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    R .12/06/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma obra sensacional, com uma visão geral da relação homem e natureza ao longo da história. Foi escrita em cerca de 20 anos e traz informações, dados e exemplos para uma reflexão dos fatores característicos nessa relação, ponto crucial e inicial para perspectivas preservacionistas. Em um primeiro momento o autor traz o leitor para uma análise dos eventos que se sucederam na Ilha de Páscoa, analogia clássica e moderna de como tem sido as relações humanas com o ambiente. A ilha tinha recursos limitados, mas cada vez mais pressionados e devastados frente ao crescimento acelerado dos ilhéus. Essa sociedade entrou em colapso com a destruição de seu ambiente ao interagir de maneira irracional, resultando na sua ruína, guerras cada vez mais acirradas pelos poucos recursos, extinções de espécies, fome, alterações ambientais e, uma gravidade que não conhecia sobre esses ilhéus, o canibalismo frente ao desespero na falta de recursos. Como essa civilização outras, mais complexas ou não, trilharam pelo mesmo caminho (ou estão nele). Alguns dos aspectos vistos nesse exemplo são aprofundados em outros capítulos, como a questão do crescimento populacional. Impressionam os números a partir de 1825. Nesse período a população chegou a um bilhão, levando cerca de dois milhões de anos nesse processo. Alarme pelo que se sucedeu! O bilhão seguinte foi alcançado em apenas um século, os 3 bilhões levou trinta anos parar ser alcançado, de 1925 a 1960, o próximo foi acrescentado em apenas 15 anos (1975) e a passagem de 4 a 5 bilhões levou cerca de doze anos no final dos anos 80. Essas informações estão presentes no capítulo 12. O crescimento está intimamente correlacionado ao modo de produção e obtenção dos bens naturais, que na percepção do autor está dividido em duas grandes transições na história. A primeira foi a adoção da agricultura (há dez mil anos), que possibilitou a formação das cidades e desenvolvimento das civilizações com a capacidade de suprir as necessidades de grandes aglomerados. Somou-se a isso muitas outras culturas, como a domesticação de animais e o refinamento na agricultura para obtenção de outros recursos não necessariamente destinados a alimentação, como a cultura do algodão para a obtenção de tecidos. Evidentemente, aspectos negativos também se somaram com as relações pouco harmoniosas. Além da devastação e alteração ambiental, também o convívio com doenças e epidemias. A segunda transição refere-se a adoção dos combustíveis fósseis, nos últimos 200 anos. Isso potencializou a capacidade de obtenção de recursos com a industrialização, explodiu o crescimento urbano, contribuiu para a hegemonia de países detentores dessa tecnologia sobre países menos desenvolvidos mas com mais recursos disponíveis, e trouxe o consumismo com as sociedades afluentes. A expectativa de vida aumentou e as doenças de caráter degenerativo passaram a ter maior incidência. Obviamente a industrialização trouxe mais impactos ambientais com novas formas de poluição. O homem é o único ser capaz de se espalhar por todos os ecossistemas e determinar profundas transformações. A questão da extinção de espécies é tratada no capítulo 5 e os relatos são impressionantes pela perda natural rápida, direta ou indiretamente decorrente da presença humana. Enfim, o livro traz essas e outras abordagens sobre a "história verde da Terra". A obra não propõem soluções, mas chama a atenção para a fragilidade nessas relações, que tem redundado em perdas que podem ser irreversíveis e devem ser tratadas com critérios racionais e sustentáveis. Esse livro, que em primeiro contato parece um calhamaço de desestimulante leitura, é uma obra fabulosa. Li satisfatoriamente em uma semana e deve ser conhecida por todos para uma visão crítica sobre a importância da sustentatibildade e meio ambiente.

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    Clive Ponting profile picture

    Clive Ponting

    Clive Ponting (born 1947) is a British writer, former academic and former senior civil servant. He is the author of a number of revisionist books on British and world history. However, he is perhaps best known for leaking documents about the Belgrano affair of the Falklands War.

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    Clive Ponting