Do Escambo à Escravidão - As relações econômicas de portugueses e índios na colonização do Brasil, 1500-1580

    Alexander Marchant

    Companhia Editora Nacional
    1980
    135 páginas
    4h 30m
    ISBN-10: 8504000923
    Português Brasileiro

    Publicado originalmente nos Estados Unidos, este livro é de importância fundamental para o estudo dos primórdios da colonização do Brasil e a escravidão indígena. Cobre desde as incursões dos traficantes de pau-brasil e das expedições guarda-costas, nos primeiros anos do século XVI, até o momento em que os colonos substituem a escassa mão de obra indígena pelos negros africanos.

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    Kellen Suamy25/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Corrijam-se, portanto, as histórias do Brasil para uso das escolas"

    O livro relata a história da relação econômica do índio e do português no período de 1500 à 1580. Detalha o escambo na época do pau brasil (antes de os portugueses decidirem por povoar o Brasil), bem como o escambo na época dos governadores gerais. Também é abordada a escravidão indígena por parte de alguns colonos portugueses e o trabalho dos jesuítas. Infelizmente nessa relação o saldo não foi tão positivo para o índio: "Em fins de 1563, as devastações da· guerra dos caetês, a compra e caça de escravos pelos portuguezes, e as epidemias e a fome, haviam reduzido muito a população indigena." Muito interessante conhecer essa obra. Nas palavras do autor: "Da leitura deste estudo decorre uma conclusão irreprimível: os índios fundamentaram a estruturação economica do Brasil colonial, e o escambo foi a forma pela qual eles deram a sua contribuição. Corrijam-se, portanto, as historias do Brasil para uso das escolas. Parafraseando Teodoro Sampaio, póde-se dizer que o índio não era tão indolente quanto se tem afirmado nem tão nomade ou amante da liberdade que não fosse capaz de ser util. " Consegui ler esse livro na biblioteca digital da UFRJ. Abaixo segue o link. Vale ressaltar que o livro que consta nesse link data de 1943, logo a grafia não é como nos nossos dias. Por isso "portugezes" na citação acima está grafado com "z", "util" está sem acento, "póde" com acento, etc. https://bdor.sibi.ufrj.br/handle/doc/310?locale=en

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