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    Batidão - Uma História do Funk

    Chico Buarque

    Record
    2005
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-10: 850107165X
    4.4
    40 avaliações
    Leram58Lendo4Querem64Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos6Desejados64Avaliaram40

    Da demonização ao ritmo frenético que extrapolou os limites da favela, atingiu em cheio as pistas de dança da Zona Sul e conquistou a Europa. Em Batidão , o jornalista Silvio Essinger conta a história do funk carioca, de James Brown a DJ Marlboro, Mr. Catra, Bonde do Tigrão e Tati Quebra-Barraco. Um livro-reportagem revelador sobre o movimento musical que colocou o Rio de Janeiro mais uma vez sob os holofotes da mídia (para o bem e para o mal) e do mundo. A partir de uma minuciosa pesquisa e uma série de entrevistas e depoimentos, Essinger leva o leitor para os bailes de black music no Renascença na década de 70, para as quadras do Emoções, Chapéu Mangueira e Salgueiro e para o meio da bateria da Viradouro em 97, quando a paradinha-batidão levou o funk pela primeira vez em muito tempo para o centro de discussões culturais e antropológicas - bem longe das páginas policiais, entre outras lembranças. Batidão revela bastidores e fatos que construíram a cena funk carioca. Trajetórias de ídolos, noites e raps - alguns até com vaga garantida na história da música brasileira , segundo Caetano Veloso - que contam de certa forma uma história paralela da cidade do Rio de Janeiro. Ressaltando a força do funk como movimento popular e democrático, mas sem esquecer dos episódios de violência nos bailes, das supostas associações com o tráfico e apologia às drogas, promiscuidade e excessos de erotismo, o jornalista mostra também o lado marginal, mas não menos legítimo, do funk carioca.

    Resenhas (2)Ver mais
    Camila Belli Kraus picture
    Camila Belli Kraus08/06/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Achei o livro muito bom. Gostei de conhecer um pouco mais sobre a história do Funk, mesmo não sendo grande apreciadora do estilo músical. Gostei que fala sobre a Comunidade Nin-Jitsu, minha banda preferida. Só acho que o autor poderia ter escrito mais sobre eles, já que eles são pioneiros na mistura de funk com rock no Brasil. A frase que me chamou atenção no livro foi "ei, podemos gostar disso. Todo mundo diz que esta música é ruim, mas a gente gosta." Porque é verdade, é muito mais fácil criticarmos o Funk e o s funkeiros do que adimitir que gostamos dele. Eu sou uma, que até gosto de algumas músicas, mas não sou fã do estilo músical não. Na verdade não gosto muito dos funks mais batidões e que são muito pornograficos. Gostava mais dos primeiros funks que fizeram, sem muita apologia ao sexo. Mas o livro é bem interessante, conhecer a cultura, e como surgiu tudo isso é bacana. Recomendo.

    3 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 40
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas33%
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    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Francisco Buarque de Hollanda profile picture

    Francisco Buarque de Hollanda

    Chico Buarque, nome artístico de Francisco Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Em 1969, com a crescente repressão da Ditadura Militar no Brasil, se auto-exilou na Itália, tornando-se, ao retornar, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador de dois Prêmios Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004 e por Leite Derramado, de 2009.

    80 Livros
    899 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Francisco Buarque de Hollanda