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    A Dominação Masculina -

    Pierre Bourdieu

    Bertrand Brasil
    2008
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-11: _8528607054
    Português Brasileiro
    4.2
    574 avaliações
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    A dominação masculina está de tal maneira ancorada em nosso inconsciente que não percebemos mais, de tal maneira afinada com nossas expectativas que dificilmente conseguimos repô-lo em questão. A descrição etnográfica da sociedade cabila, verdadeira depositária do inconsciente mediterrâneo, oferece um instrumento realmente valioso para dissolver as evidências e explorar as estruturas simbólicas deste inconsciente androcêntrico, que sobrevive nos homens e mulheres de hoje.

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    Sabrina Littig picture
    Sabrina Littig26/04/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    No livro do filósofo Pierre Boudieu, “A dominação Masculina”, de 1998, o discurso de dominação imposto por uma tribo Africana, é a base especulativa para que o autor faça uma analise social e antropológica da posição dos gêneros nas sociedades. Ele discute as origens do papel social delegado a mulher e ao homem, e cria relações entre a cultura dos “Cabila” e a cultura ocidental, discutindo as semelhanças nas relações de dominância masculina, corporificadas no ordem do cosmos. Boudieu expressa através deste estudo, que a posição social da mulher em vários aspectos das sociedades estudadas, é de submissão total, e que estas posições se reproduzem o tempo todo até que no século XX, com os movimentos feministas, houveram as primeiras discussões que trouxeram mudanças. A entrada da mulher no mercado de trabalho e no sistema educacional, antes somente permitido ao homem, são fatores decisivos. Mas a época do texto, a expressividade destas mudanças é pontual, ou estavam se processado. Assim, ele diz sobre as condições entre feminilidade e poder assumidas pelas mulheres: “Ser ‘feminina’ é essencialmente evitar todas as propriedades e práticas que podem funcionar como sinais de virilidade; e dizer de uma mulher de poder que ela é ‘muito feminina’ não é mais que um modo particularmente sutil de negar-lhe qualquer direito a este atributo caracteristicamente masculino que é o poder.” Para Bourdieu, estas posições estão bem definidas, e fazem compreender na complexa trama de convenções sociais, que a posição feminina, de objeto inferiorizado, mesmo fora do ambiente cultural dos Cabila, segue um padrão muito parecido de submissão e domínio, onde o homem define-se e é definido como o padrão dominante. O interessante é notar no texto de Bourdieu, seu caráter “instrutivo”, que ele mesmo reafirma na sua conclusão. Assim, cedendo ante à necessidade de justificar seus interesses na discussão da “dominação simbólica”, argumentando que o resultado de sua pesquisa seria “capaz de orientar de outro modo não só a pesquisa sobre a condição feminina, ou, de maneira mais relacional, sobre as relações entre os gêneros,”, Bourdieu expõe a opinião de que o que se escrevera até então, quase que exclusivamente por mulheres no trabalho da critica feminista, carecia de orientação. Uma orientação masculina, percebe-se na fala dele.

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    Pierre Félix Bourdieu profile picture

    Pierre Félix Bourdieu

    Um dos autores mais lidos, em todo o mundo, nos campos da Ciências Sociais, foi um dos maiores intelectuais de seu tempo. Com profundo trabalho sobre a questão da dominação, também discutiu educação, cultura, literatura, arte, mídia, linguística e política.

    85 Livros
    147 Seguidores
    Aquitaine, França

    Pierre Félix Bourdieu