Este livro intenta reproduzir fielmente a maneira de pensar da maior parte dos homens instruídos de nossa época. Existem milhões de homens que, impelidos por suas próprias reflexões, censuram na organização política e social exatamente aquilo mesmo que é censurado nas páginas que vão ser lidas, pensando que esta organização não está de acordo com a sã razão, nem tão pouco com os elementos que nos fornecem as ciências experimentais, físicas e naturais. Apesar disso, é provável que muitos leitores façam carantonhas e ergam os braços aos céus, sobretudo aqueles que talvez encontrem relatadas neste livro suas próprias opiniões mais secretas. E aí está precisamente porque o autor julgou haver necessidade absoluta, inelutável, de escrever este livro. A covardia é a moléstia que mais assalta nossa época. Não há coragem de desenrolar a bandeira, de assumir a responsabilidade do que se acredita ser a verdade, de proceder segundo as suas convicções. Julgam prudente e decoroso conformar-se com os usos, observar as exterioridades, ainda mesmo que, no fôro íntimo, digam ser tudo velhacaria e absurdo. O autor quis, pois, cumprir sei dever perante si próprio, perante a verdade e perante aqueles que são da sua opinião.
As Mentiras Convencionais da Nossa Civilização - As grandes obras da Filosofia
Max Nordau
Edições e Publicações Brasil
1960
279 páginas
9h 18m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (1)
Ver maisEstatísticas
Avaliações
4 / 1- 5 estrelas0%
- 4 estrelas100%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%
