Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores12
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Chicletes, Lambidinha & Outras Crônicas -

    Ana Elisa Ribeiro

    Jovens Escribas
    2012
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-13: 9788564380141
    Português Brasileiro
    4.2
    6 avaliações
    Leram8Lendo1Querem2Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados2Avaliaram6

    O livro é uma coletânea de textos publicados originalmente no portal paulistano "Digestivo Cultural" nos últimos 10 anos. São 203 páginas contendo crônicas selecionadas pela autora e pelos também escritores mineiros Sérgio Fantini, Maria Luiza Tavares e Bruno Brum.

    Resenhas (1)Ver mais
    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich06/10/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A casa de Ana Elisa Ribeiro

    Casa é lugar íntimo, onde só entra quem tem a senha da amizade e do apreço. A constatação é da escritora Ana Elisa Ribeiro, que, de certa forma, parece incluir os leitores no seleto grupo com acesso à sua vida doméstica. Pelo menos é o que se depreende de alguns significativos textos do seu livro “Chicletes, Lambidinha & Outras Crônicas” (Jovens Escribas, 2012), o seu primeiro no gênero. Fazer crônica, como ela mesma define, é “enxergar o avesso do evento”, e nada parece se encaixar melhor nessa definição do que aquilo que acontece da porta de casa para dentro. Certa vez, o escritor Miguel Sanches Neto usou uma imagem muito feliz para falar da crônica: ela é uma “casa de vidro”, através da qual o leitor pode enxergar a sua intimidade. Assim é que, já na segunda crônica do livro, quebramos o sigilo eletrônico da cronista e temos acesso a um e-mail enviado ao seu filho pequeno. Trata-se, é claro, de um exercício literário, mas de intenso lirismo e altamente confessional. Aliás, o filho de Ana Elisa é um caso à parte, responsável por alguns dos momentos mais bonitos do livro, seja através das pílulas de “Coisas de menino”, da inocência de “Meu dente (quase) caiu” ou, sobretudo, da avassaladora pureza de “À primeira estrela que eu vejo”. É verdade que crianças costumam facilitar o trabalho do escritor, mas Ana Elisa também conta esses episódios de maneira bastante atraente, a mesma com que se expressa no Facebook, onde é uma das escritoras mais agradáveis de se seguir. Suas crônicas estão, pois, cheias de familiaridades, afetos e amores. Ela também se entrega a algumas digressões, diálogos interiores, algo parecido com um ensaio feito com sensibilidade, às vezes envolvendo questões de relacionamento, como se separar ou voltar com o ex, e às vezes questões existenciais, como viver a sua vida de novo, sonhar e ter objetivos, aproveitar a rotina, apagar aquilo que deu errado. Tudo com bom senso de humor e pouco senso comum. Como as crônicas foram escritas originalmente para o Digestivo Cultural, ou seja, um portal da internet, os textos podem ser maiores, e por vezes Ana Elisa ocupou o seu espaço de modo a dividir um mesmo assunto em várias fatias. A partir de um tema inicial, como os chicletes, os canhotos ou o nome dos filhos, a cronista elenca uma série de histórias ou impressões a que ele remete. A estratégia garante fluidez e episódios que escapariam em um texto único. A cronista também se mostra interessada em dicionários, nas explicações sobre a origem e o significado das palavras, revistas antigas – os dois textos em que comenta sobre um artigo de 1935 com aconselhamentos aos casais são impagáveis. Embora não seja fácil tirar Ana Elisa de casa, isso não impediu algumas viagens (líricas) como a que fez a Diamantina. São quase-nadas que a cronista convida o leitor a enxergar, enquanto divide com ele o espaço da sua casa.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 6
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas0%
    Ana Elisa Ribeiro profile picture

    Ana Elisa Ribeiro

    Ana Elisa Ribeiro – Nasceu em 1975, mineira de Belo Horizonte. É autora, entre outros, dos poemários Dicionário de Imprecisões (finalista do Prêmio Jabuti 2020), Álbum (Prêmio Manaus) e do juvenil Romieta & Julieu (Prêmio Jabuti 2022). Como ensaísta, publicou Como nasce uma editora (2023). Participou de eventos e antologias literários no Brasil e em vários países. É linguista, professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG).

    28 Livros
    11 Seguidores

    Ana Elisa Ribeiro