Aqui tem um lirismo de sarjeta que permeia tudo, mas sem autocomplacência: maduro (quase podre, na verdade) tipo "foda-se, cavo meu próprio abismo de frente pro mar". Tem diálogos geniais, desse naipe: "Eu tava te chupando e você dormiu. Dormiu com a merda do seu pau duro dentro da minha boca". "Ah, pode crer". "Seu viado"! "É que tava tão gostoso que eu dormi". E tem também muitas frases certeiras, definições definitivas do gênero que a gente escolhe pra epitáfio dos inimigos: "Não dá pra ser sincero em um talk show". Eu falo pro Marião que esta é sua biografia desautorizada, mas ele desconversa. Então fica assim: "Bagana na Chuva" é um "Tanto Faz" amortadelado. Ideal para acompanhar uma cerveja preta. Um ovo verde. E um olho roxo. - Ronaldo Bressane
Bagana na Chuva -
Mário Bortolotto
Ciência do Acidente
2003
121 páginas
4h 2m
ISBN-10: 8587515233
Português Brasileiro
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