NOTA: se você ainda não leu o livro LEO (anterior a Leo’s Chance), não leia essa resenha porque inevitavelmente tem um tantão de spoiler sobre ele.
E cá estou eu com mais uma ressaca literária.
Ou depressão pós-livro.
Sei lá, qualquer definição que se encaixe quando você fica olhando pro horizonte, matutando sobre as injustiças do mundo como, por exemplo, esse livro ter acabado tão rapidamente porque não tinha 4940668746738948958 páginas.
Assim que Leo’s Chance chegou em minhas mãozitias, saí atropelando todos os livros intropeláveis da minha vasta pilha de “ler com urgência”.
Por quê?
Bem, o que você faria ao se deparar com um romance extremamente lindo e sensível?
Quando eu li Leo, me apaixonei completamente pela história de Leo/Jake e Evie. Simplesmente não conseguia largar o livro e minhas olheiras e cara de maracujá encarquilhado no dia seguinte confirmam essa desgraceira toda.
Mais eis que surge Leo’s Chance, a versão dos fatos pela ótica do mocinho. Como posso expressar a beleza e o romantismo da narrativa ser parecer piegas e cafona?
Se você se apaixonou por este homem antes, o negócio só piora aqui. O amor que ele sente por Evie é diretamente proporcional à minha revolta por não existir um Leo de verdade. Em outras palavras, é algo épico.
Eu, particularmente, adoro histórias sobre reencontro. E, como todos sabem, os mocinhos já se conheciam há anos, quando eram duas crianças em um orfanato, sem perspectivas de vida, mas com grandes esperanças de estarem juntos para sempre. Mas o destino os separou e uma promessa não foi cumprida.
Oito anos depois, lá estão eles se vendo novamente, mas há segredos, medo e culpa entre os dois.
Adorei essa versão narrada pelo mocinho. Nós entendemos melhor tudo o que lhe aconteceu, os porquês de sua promessa quebrada.
E também a sua agonia por não ter sido o cara por quem Evie esperou.
Evie? Continua fofíssima, uma das personagens femininas que mais que encantou nops últimos tempos. É de uma doçura, uma bondade e uma força interior que só pode trazer grandes lições.
Não tenho mais o que falar. Eu sempre tive um déficit vocabular ou um desarranjo cerebral quando tenho que qualificar livros favoritíssimos.
E você pode pensar que é exagero meu porque já leu livros muito melhores.
Pode ser, porque leitura é pessoal, tem jeito não.
Mas, pra mim, esse livro foi perfeito.
Recomendo pra ontem!
; )