Já tinha lido antes apenas ''O mágico de Oz'', a primeira parte da série de 15 estórias (sim eu repito quinze livros) que ficou ainda mais famosa depois do filme e que muito tempo depois passou a ser cultuada mais por causa do filme que do livro que lhe deu origem e inclusive mais recentemente gerou outro filme sobre o tal mágico. O livro inspirou obviamente a literatura (Stephen King, Chris Colpher e autores não canônicos da série Oz, isto é, que deram sequência ao trabalho original de Baum), a dramaturgia, os quadrinhos, a música (enumerar aqui as bandas e artistas que foram influenciados é o mesmo que descrever o infinito). É pena que a série inteira pelo tamanho que tem não conseguiu ser publicada e divulgada da forma como merece. Tanto se fala de Tolkien, CS Lewis, J K Rowling, mas pouco se fala de Baum, aliás quase nada. É mais lembrado o autor que recentemente adaptou a história da bruxa para o teatro do que o próprio criador. Outras adaptações da série literária passaram para as telas do cinema, mas não com o mesmo brilho e vigor, musicais é verdade e com artistas famosos como Michael Jackson entre outros, mas que não influenciaram a divulgação dos livros. Quando O mágico de Oz foi publicado, no início do século passado, o autor se correspondia com jovens leitores e leitoras da mesma forma eu creio que o nosso Monteiro Lobato. Em breve, o livro seria adaptado para o teatro e mais e mais crianças se encantariam com os personagens principais. O autor reconhecia isso e não diminuía as adaptações e roteirizações. Mas quanto aos seus livros, as sequências de Oz passaram a ser ditadas pelos anseios dos jovens leitores e leitoras que queriam este ou aquele personagem aparecendo e interagindo com seu outro favorito. A grande sacada de Baum é contar uma estória simples, um conto de fadas moderno sobre uma garotinha do interior que viaja no olho do furacão dentro da casa para cair no mundo mágico bem em cima de uma bruxa má. Faço confusão da localização das bruxas ao longo da estória, porque se os Munchkins são de tal lugar como podem ser controlados pela bruxa do extremo oposto? Mas, deixo isso de lado, é curioso ver as culturas de Oz representadas por cores, os Munchkins usam roupas e itens na cor azul, Winkies amarela, os Quadlings vermelha e os Gillikins roxa, sem esquecer é claro dos habitantes da cidade de esmeralda, que se vestem de verde e tem as casas pintadas com essa cor. Muitas coisas são diferentes do filme, é claro. a começar pelo nome do livro: O Maravilhoso mágico de Oz, em português traduzido apenas como Mágico de Oz (fazendo confusão com o nome do antepenúltimo livro da série original), coisas que se encaixam perfeitamente na estória do conto de fada. O autor sabe encaminhar sua narrativa, não deixando de lado personagens, respeitando leitores e leitoras mais novos, repetindo trechos que ficaram obscuros, enfim recontando partes da história que precisavam ser retomadas de uma forma mais compreensível. O texto original não trouxe nenhuma dificuldade de compreensão, é simples e direto, engraçado e envolvente. Os títulos dos capítulos podem de certa forma entregar o que você vai ler na sequência, mas, como eu afirmei anteriormente em outras palavras, o autor está respeitando crianças de todas as idades.
A sequência A maravilhosa terra de Oz traz personagens exclusivamente desse mundo fantástico, e surpresas que emocionam corações mais empedernidos. Meu personagem favorito é o cabeça de abóbora.
Ozma de Oz traz aventuras em uma terra abaixo de Oz, o país de Ev, rainhas, príncipes e princesinhas escravizadas por um rei malévolo do mundo subterrâneo, com a ajuda de Dorothy e o retorno do leão covarde. Mas quem rouba a cena é Billina e é claro o rei Nome.
Não vejo a hora de continuar a série. Que venha agora Dorothy e o Mágico de Oz, A estrada para Oz e A cidade de Esmeralda.