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    O Velho Senado -

    Machado de Assis

    Edições do Senado Federal
    2004
    86 páginas
    2h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    16 avaliações
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    "O Velho Senado" tem esse nome porque Machado de Assis assim se referia ao ano de 1860. Conta o seu ingresso no Diário do Rio de Janeiro, sob a direção de Saldanha Marinho: "Nesse ano entrara eu para a imprensa". O autor assume a função de representante oficial do Diário do Senado.

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    Gabriel Falcão picture
    Gabriel Falcão04/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O retrato do passado!

    O Velho Senado, nome que se dá a crônica política de Machado de Assis descreve um senado de outrora, lotado de figuras admiráveis que exalavam respeito e o orgulho a uma instituição formada em grande parte por estadistas filhos do Brasil. Em poucas palavras o velho senado imperial era o recinto da nobreza em seu significado mais filosófico da palavra, onde como ressaltado anteriormente se concentrava os políticos mais nobres em intelecto, caráter e dedicação. Nisso machado traça sua perspectiva sobre essas personalidades vibrantes. A exemplo disso temos os senadores Marquês de Paranaguá e Visconde de Sinimbu que são retratados como os mais velhos da casa, mas que não demonstravam o peso da idade e que pela glórias de um passado não tão longínquo eram acompanhados do respeito. Eusébio de Queiroz possuía a vida nas palavras, fluente sempre, abundante, claro, sem prejuízo do vigor e da energia que carregava. Quando o senador Nabuco iria discursar, lotavam-se os lugares, o salão do senado que mesmo acumulado de espectadores resguardava o silêncio e a cordialidade para com os debatedores. Zacarias possuía a arte de reviver os debates com seu jeito único, o sarcasmo. Montezuma possuía o ar de autoridade já conquistado pelos anos da constituinte acumulados com os cabelos grisalhos que lotavam sua face. Em uma das seções o senador Sousa Franco gargalhava por motivos irritantes para com montezuma sendo logo advertido com frases secas: "Recolha o riso nobre senador". Recomendo!

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    Joaquim Maria Machado de Assis

    Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

    821 Livros
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    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim Maria Machado de Assis