Fantástico e interessante. O conto melhor é o primeiro, que conta a história de Pedro Pororoca, que ganha o apelido em alusão à onda, que é muito violenta e agitada, assim como ele era. Certo dia, sua vó descobre uma mancha de agressão em seu pescoço e a indaga sobre ela. Ana não quis responder, mas sabendo que a vó era de confiança e que não iria contar a ninguém, resolveu falar a verdade. Ela contou a avó que seu pai batia nela covardemente. Revoltada, ela vai falar para a filha, esposa de Pedro, que ficava alheia a tudo o que o marido fazia com os filhos, com o simples argumento de que espancamento os ajudariam na educação e nada melhor que Pedro para aplicá-los violentas surras. A avó ameaça denunciar Pedro para a polícia, mas a esposa já sabia que ela não faria nada. Na verdade, todos os vizinhos escutavam os gritos de dor de Ana, mas não faziam nada, com medo de represálias. Mas a avó cumpriu o que disse e contou todos os fatos às autoridades. No dia seguinte, a polícia vai até a porta de Pedro e o leva até a delegacia. Com certeza essa parte foi a que eu mais gostei, porque o narrador disse que ele estava com tanto medo que ele defecou. Na delegacia é torturado e xingado, mas depois é liberado. Será que Pedro mudará depois dessa? A resolução desse mistério está na leitura deste fascinante e fantástico livro. Eu também gostei do conto "Casa dos Mortos" e esse conto que eu acabei de relatar é intitulado " O Inferno é lá em Casa..." .