O que se chama "Psicologia profunda" tem apenas sessenta anos de existência. Entretanto, seu desenvolvimento já é tão complexo que se tornou quase impossível segui-lo em todas as suas ramificações. Das escolas primeiras algumas se separaram e conheceram um crescimento autônomo. Nomes célebres que estavam, a princípio, estreitamente associados, tornaram-se, cinquenta anos mais tarde, representantes de correntes rigorosamente separadas. Neste domínio, aliás onde a experiência conta muito mais que a experimentação, a intuição mais que a dedução lógica, ter-se-á que se recusar sempre o prazer de resolver tudo em axiomas euclideanos. Tratamos aqui de uma ciência em perpétua evolução e que jamais poderá ser apresentada dentro dos rígidos quadros dum sistema. Por isso, o autor, que é teólogo, filósofo e psicólogo, está particularmente bem equipado para nos apresentar uma visão de conjunto da matéria. Ele abordou o seu trabalho sem os preconceitos frequentes entre os teólogos e sem o vazio metafísico de muitos psicólogos. Distinguir antes de unir, tal parece ser a técnica do Padre Gratton. Ele procura fazer valer a pena em cada escola, separadamente, os pontos de vista do terapeuta, do doutor e do filósofo. Sem espírito de capitulação diante dos falsos imperativos de uns e de outros, sugere, corajosamente, as correções e as conciliações, as confrontações e os diálogos a empreender. Não assume nem uma atitude defensiva, nem um comportamento agressivo. Os autênticos esforços do espírito humano são respeitados e postos em evidência. Além disso, jamais houve um trabalho em que - pondo-se de lado a literatura alemã original - as literaturas anglo-saxônicas e francesas fossem tratadas, ambas, com igual consciência.
Psicanálises de Ontem e de Hoje - Introdução aos problemas da psicologia profunda
Henri Gratton
Loyola
1967
313 páginas
10h 26m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (1)
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