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    Ode a um Poeta Morto -

    Raul de Leoni

    EDUSC
    2002
    50 páginas
    1h 40m
    ISBN-13: 9000001044608
    Português Brasileiro
    3.8
    5 avaliações
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    Gabriel. picture
    Gabriel.14/01/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ode a um Poeta Morto

    Semeador de harmonia e de beleza Que n´um glorioso túmulo repousas, Tua alma foi um cântico diverso, Cheia de eterna música das cousas; Uma voz superior da Natureza É uma ideia sonora do Universo! Onde passaste, ao longo das estradas, Linhas de imagens rútilas e vivas, Em filigrana, Foram tecendo, como o olhar das fadas, Nas mais nobres e belas perspectivas, O panorama dos ideais da Terra E a ondulante paisagem da alma humana. Toda a emoção, que anda nas cousas, fala, Nos seus diversos tons e reflexos e cores. Pela tua palavra irisada de opala, Feita de radiações e finas tessituras: Desde a vida sutil da borboleta À alma leve das águas e das flores A exaltação do Sol e ao sonho das criaturas; Toda a sensualidade esparsa do Planeta.

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    Raul de Leoni profile picture

    Raul de Leoni

    Foi um poeta brasileiro. A obra de Raul de Leoni obteve estudos críticos de de Agrippino Grieco, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Medeiros de Albuquerque, Alceu Amoroso Lima, Ronald de Carvalho, Manuel Bandeira, Afonso Arinos de Melo Franco, Tasso da Silveira e Sergio Milliet. Foi o poeta de maior realce na última fase do simbolismo, e justamente considerado como uma das figuras mais notáveis do soneto brasileiro de todos os tempos. Parnasianos, simbolistas e até modernistas o têm em alta conta, apreciando-o sem reservas. Cada um de seus versos tem sonoridade e ritmo primorosos, especialmente os dos sonetos, em decassílabos, mesclados de simbolismo e de modernismo, com tessitura clássica e técnica parnasiana. São versos considerados dos mais perfeitos: em ideia, filosofia, e essência das temáticas. Porém, a mesma unanimidade não tem a crítica ao situar o poeta, em diferentes julgamentos, onde foi colocado nas escolas e posições poéticas as mais diferentes e contraditórias. Enquanto alguns dos seus críticos o consideram um genuíno parnasiano, outros enxergam nele o simbolista autêntico, terceiros acreditam ter sido um neo-parnasiano e outros o situam num grupo completamente independente das regras poéticas e influências de escolas e movimentos literários.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Raul de Leoni