“Textual é o Prunus Triloba que florirá.” “Estas notas não as escrevo para ninguém, esrevo-as para as próprias plantas de que não sei os nomes para que elas se aproveitem do facto de eu saber escrever”
“Textual é o Prunus Triloba que florirá.” “Estas notas não as escrevo para ninguém, esrevo-as para as próprias plantas de que não sei os nomes para que elas se aproveitem do facto de eu saber escrever”

Escritora portuguesa de ascendência espanhola, nascida no ano de 1931 em Lisboa. Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica. Considerada uma autora cuja escrita é hermética e de difícil inteligibilidade para o leitor comum, é, no entanto, apontada por muitos como um dos nomes mais inovadores e importantes da ficção portuguesa contemporânea. Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes caracteres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspectos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam. Levando às últimas consequências a criação de um universo pessoal que desde os anos 60 não tem paralelo na literatura portuguesa, a obra de Maria Gabriela Llansol faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias, etc. Fonte: http://www.wook.pt