Em História da Loucura Foucault constrói uma genealogia do modo como a sociedade abordou a questão na loucura. O filósofo detém sua atenção na transição da era clássica para modernidade, procurando discernir o pensamento que permitiu uma mudança drástica na forma como os loucos passaram a ser vistos. Por que os loucos se tornaram um problema com o qual a sociedade passou a se preocupar em determinado momento histórico? Que estruturas de poder permitiram os dois grandes internamentos e em que ponto estes são semelhantes e no que eles diferem? Dei que modo o pensamento positivista permitiu a abordagem médica da loucura (cura) e que efeito isso teve sobre a vida dos loucos? Que relações se estabelecem ao longo do tempo entre a loucura e o desatino, a paixão, a erudição, o medo, a razão, a verdade? O que nos revelam as diversas formas de "tratamento" as quais os loucos foram submetidos? Todas essas questões foram objeto de estudo de Foucault nesta obra. Importante destacar que o grande liame que se pode estabelecer entre toda a produção de Foucault é o desejo de compreender os mecanismos de exercício do poder, compreender de que forma as relações de poder se estabelecem, se reproduzem e atuam de modo a criar conhecimento e se auto-reforçarem, auto-perpetuarem.