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    História da Loucura - Na Idade Clássica

    Michel Foucault

    Perspectiva
    2007
    629 páginas
    20h 58m
    ISBN-13: 9788527301091
    Português Brasileiro
    4.4
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    "A História da Loucura", hoje um clássico da filosofia, continuamente refocalizada em toda a parte, vem mantendo a condição de obra que expressa aspectos fundamentais do pensamento hodierno. Mais do que isso, deve-se ressaltar o efeito revolucionário de seu discurso, que pôs em xeque concepções longamente firmadas sob o rótulo de verdades científicas, como no campo da medicina psiquiátrica, onde sua análise crítica atingiu gravemente a operacionalidade terapêutica das noções tradicionais de sanidade e loucura.

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    Paulo Incott22/02/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    História da Loucura - Foucault

    Em História da Loucura Foucault constrói uma genealogia do modo como a sociedade abordou a questão na loucura. O filósofo detém sua atenção na transição da era clássica para modernidade, procurando discernir o pensamento que permitiu uma mudança drástica na forma como os loucos passaram a ser vistos. Por que os loucos se tornaram um problema com o qual a sociedade passou a se preocupar em determinado momento histórico? Que estruturas de poder permitiram os dois grandes internamentos e em que ponto estes são semelhantes e no que eles diferem? Dei que modo o pensamento positivista permitiu a abordagem médica da loucura (cura) e que efeito isso teve sobre a vida dos loucos? Que relações se estabelecem ao longo do tempo entre a loucura e o desatino, a paixão, a erudição, o medo, a razão, a verdade? O que nos revelam as diversas formas de "tratamento" as quais os loucos foram submetidos? Todas essas questões foram objeto de estudo de Foucault nesta obra. Importante destacar que o grande liame que se pode estabelecer entre toda a produção de Foucault é o desejo de compreender os mecanismos de exercício do poder, compreender de que forma as relações de poder se estabelecem, se reproduzem e atuam de modo a criar conhecimento e se auto-reforçarem, auto-perpetuarem.

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    Michel Foucault

    Michel Foucault foi um filósofo francês. Estudou filosofia e psicologia na École Normale Supérieure de Paris. Suas obras são contraponto à certeza inabalável de marxistas e freudianos radicais a partir de 1960. Foi um pensador de academia. Na década de 60 foi chefe do departamento de filosofia da Universidade de Clermont-Ferrand. O ápice de sua carreira acadêmica foi o cargo de Professor de História e Sistemas de Pensamento no College de France. A partir daí, e também devido a suas conferências em vários países, sua reputação e influência se espalhou pelo mundo. As maiores fontes do pensamento de Foucault foram as filosofias de Nietzsche e Heidegger. Assim, tanto a fenomenologia existencialista quanto a natureza do poder foram preocupações freqüentes do francês. Os críticos reconhecem três fases na filosofia de Foucault. A primeira é a de História da loucura (1960), em que os temas da criatividade, exclusão e repressão são centrais. Da segunda fase é As palavras e as coisas (1966), um de seus livros mais importantes. Vigiar e punir (1970) seria o último estágio de seu pensamento, em que tratou dos modos físicos e psicológicos de controle e exercício do poder.

    98 Livros
    618 Seguidores

    Michel Foucault