A importância deste livro
Para historiadores, filósofos, pensadores sociais, ou para todos aqueles que se interessam pela compreensão da II Guerra Mundial e do Nazismo, este livro é essencial. É o documento fundador do movimento Nacional-Socialista. Está longe, porém, de transformar seu autor em gênio. Em Mein Kampf não se encontra nenhum projeto de como gerir um Estado, cuidar dos problemas comuns à uma sociedade. Não há uma política econômica definida. Toda a estrutura econômica e social deveria ser voltada para um único fim: a preservação da raça supostamente superior ariana. Renega, com igual veemência, tanto o capitalismo quanto o comunismo ou a social-democracia, considerando-as todas fruto de um pretenso e gigantesco “complô” judaico universal, cujo objetivo final seria a destruição da civilização. Não se pode falar, rigorosamente, de um programa partidário, porque o partido era tão somente uma necessidade de ordem prática para aqueles homens que comandaram os destinos da Alemanha entre 1933 e 1945. Tudo nesse pensamento é apriorístico, confuso mesmo. Um catecismo de ódio e destruição.









