O que é Leitura? – Maria Helena Martins
1. Falando em leitura
2. Como e quando começamos a ler
3. Ampliando a noção de leitura
4. O ato de ler e os sentidos, as emoções e a razão.
5. A leitura ao jeito de cada leitor
6. Indicações para leitura
1. Falando em leitura – A leitura parece sempre estar relacionada a materiais escritos – livros, mas o ato de ler vai muito além dos materiais escritos. Lê-se tudo, desde que tenha sentido para o leitor. Lê-se o mundo. Para Paulo Freire: “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica continuidade da leitura daquele”.
2. Como e quando começamos a ler – Certamente o contexto pessoal parece contribuir bastante para formação do perfil de leitor. Sartre em sua autobiografia apresenta uma postura mais realista de iniciação à leitura.
3. Ampliando a noção de leitura – Das inúmeras concepções de leitura temos duas concepções vigentes: Uma como decodificação mecânica de signos linguísticos, por meio de aprendizado estabelecido a partir do condicionamento estímulo-resposta (perspectiva behaviorista- sociológica); como processo de compreensão abrangente, cuja dinâmica envolve componentes sensoriais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, tanto quanto culturais, econômicos e políticos ( perspectiva cognitivo-sociológica).
4. Aqui temos a leitura dividida em três níveis: o sensorial, o emocional e o racional. Cada um desses três níveis são inter-relacionados.
5. A leitura sempre é algo singular, cada leitor ler do seu jeito e possui objetivos e expectativas próprias.
6. Indicações de Leitura – Mário Quintana, Jorge Luis Borges ( História Universal da Infâmia), Paulo Freire ( A importância do ato de ler; Pedagogia do Oprimido), Roland Barthes (Crítica e verdade), Mortimer J. Adler e Charles V. Doren ( A arte de ler).
Este livro me apresentou uma nova perspectiva quanto aos níveis de leitura, sobretudo, a leitura sensorial e leitura emocional. A leitura emocional lida com os sentimentos, o que implicaria falta de objetividade.