Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas6
    • Leitores578
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Que é História? -

    E. H. Carr

    Paz e Terra
    2002
    159 páginas
    5h 18m
    ISBN-10: 8521901712
    Português Brasileiro
    3.8
    133 avaliações
    Leram298Lendo115Querem152Relendo1Abandonos12Resenhas6
    Favoritos9Desejados152Avaliaram133

    Esta obra é uma introdução às principais questões da teoria e da metodologia da História. Carr discute a relação com o passado e a objetividade científica, conduzindo o leitor pelos caminhos nem sempre fáceis da pesquisa histórica.

    Resenhas (6)Ver mais
    Everton C B Júnior picture
    Everton C B Júnior18/04/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um resumo elaborado de um excelente trabalho

    O autor inicia o livro com um capítulo destinado aos historiadores e seus fatos, dando a sua primeira definição de história no livro como “um corpo de fatos verificados”, explicando que o historiador deve reuní-los, analizá-los e depois divulgá-los ao seu modo, fixa que os fatos básicos são comuns a todos os historiadores e que formam a “espinha dorsal da história”. Baseando-se nesta definição, ele propõe que o historiador é necessáriamente um selecionador dos fatos. E defende esta proposta mostrando que tudo o que conhecemos sobre a história medieval são fatos quase todos selecionados por cronistas de profissão prática e teóricamente religiosas. Por conta disso, Carr afirma que os fatos da história nunca chegam puros a nós, uma vez que esta forma pura não existe pois eles sempre serão refratados através da mente do historiador. Por conta disso, seu, ao meu ver, mais importante conselho sobre o livro é procurar conhecer o historiador antes de conhecer a história, e que se não conseguir compreender o que se passa na mente do historiador, o defeito está ou em você ou no historiador. Afirma também, Carr, que o historiador pertence a sua época e a ela se liga pelas condições de existência. Outra definição mais elaborada da história seria que ela é “a constituição de processos contínuos de interação entre o historiador e seus fatos”. Carr defende na obra que a sociedade e o indivíduo são inseparáveis, necessários e completam um ao outro e não são opostos, também contrapõe a idéia dos antropólogos de que o homem primitivo é menos individual e mais completamente moldado pela sua sociedade que o homem civilizado quando afirma que o homem civilizado assim como o primitivo é moldado pela sociedade de maneira tão eficaz quanto a sociedade é modificada por eles. A visão do senso comum de que a história é algo escrito por indivíduos para individuos, segundo Carr não é incorreta porém é simplificada e inadequada, pois o historiador é um ser humando individual e também um fenômeno social, portanto o produto como o porta-voz consciente ou incosciente da sociedade à qual pertence. Pelo fato de o historiador ser este produto, ele deve evitar o “anti-histórico” que seria o estudo do passado pelo olho do presente, que é segundo o autor a fonte de todos os pecados e sofismas na história. Com base no papel social do historiador, o autor dá mais outra definição de história como sendo “em ambos sentidos da palavra,... um processo social em que os individuos estão engajados como seres sociais”, colocando assim a história no rol das ciências sociais, e o modo de estudos das ciências para o mundo e a natureza, gradualmente no século XIX começou a ser aplicado ao estudo do homem e da história, inclusive se valendo das teorias de Darwin, pois os cientistas sociais passaram a pensar na sociedade como um organismo. Este modo de pensar foi modificado depois da publicação do livro La science et l’hypothèse de Henry Poincaré com a tese de que as proposições gerais dos cientistas eram hipóteses para cristalizar e organizar o desenvolvimento do pensar e que devem ser verificadas, podendo ser modificadas e até mesmo refutadas, pois todo pensamento requer aceitação de certos pressupostos baseados na observação mas são sujeitos a revisão à luz daquele pensamento. Carr, então diferencia a história das ciencias, assinalando algumas diferenças chaves : 1. A história lida com o que é único, a ciência com o geral; 2. A história não dá lições; 3. A história não é previsível; 4. A história é subjetiva, pois é o homem que oberva a si próprio; 5. A história envolve problemas de religião e moral; Ainda afirma que o próprio uso da língua compromete ao historiador, assim como o cientista, à generalização. E a generalização na história nos faz tentar aplicar, a partir da história, a lição tirada de um conjunto de enventos a um outro conjunto de eventos. Assim sendo o historiador está destinado a generalizar, pois agindo desta forma, ele fornece guias para a ação futura que mesmo não se tratando de previsões específicas são tão válidas quanto úteis, porém o historiador não pode prever acontecimentos específicos. Carr, defende o quinto ponto mostrado como diferenças acima com uma comparação : “O fato de ser um bom astrônomo não o impede de acreditar num Deus que criou e ordenou o universo. Mas não é compatível com a crença num Deus que intervenha à Sua vontade para mudar o curso de um planeta, adiar um eclipse ou alterar as regras do jogo cósmico”, porém um historiador competente pode acreditar num Deus que ordenou, dando-lhe sentido, o curso da história como um todo, embora o historiador não possa acreditar no tipo de Deus do Velho Testamento que intervém para matar os amalecitas ou burlar o calendário, estendendo as horas de luz para ajudar o exército de Josué. “Não adianta para um estudante responder qualquer questão de história dizendo que foi o dedo de Deus. Mas só nos será permitido tecer considerações mais amplas quando conseguirmos ordenar a maior parte dos acontecimentos terrenos e o drama da humanidade”, esta citação do M.C. D’Arcy é mostrada por Carr e a iguala a religião como um coringa, ou seja, só usar em jogadas importantes em que sem ele não seria possível ganhar, esta mesma idéia é defendida por Políbio na antiguidade que dizia que : “Sempre que for possível descobrir a causa do que está acontecendo, não se deve recorrer aos deuses”. Os pontos de vista entre historiadores, religiosos e moralistas não são idênticos, o que não significa que a moral e a religião particular não seja importante, mas o historiador não muda de rumo para emitir julgamentos morais sobre a vida privada dos indivíduos que aparecem em suas páginas. O historiador não é um juiz que enforca, mas tem a tarefa mais difícil, emitir estes julgamentos morais, não sobre indivíduos, mas sobre acontecimentos, instituições ou políticas do passado, estes julgamentos são importantes ao historiador. Citando o próprio autor : “O historiador não se arroga o direito de julgar um déspota oriental isolado... ...mas isso não o impede de condenar uma sociedade escravista”. A história é um movimento, e movimento implica em comparação, por conta disso os historiadores expressam seus julgamentos morais em palavras de natureza comparada com “progressista” e “reacionário”, e não em palavras de natureza absoluta como “bom” e “mau”. E por conta disso, o historiador se faz ser um animal que incessantemente faz a pergunta “Por quê?”, e esta pergunta que faz o grande historiador, ele é o homem que pergunta o por que sobre coisas novas ou em novos contextos. O historiador lida com uma multiplicidade de causas, o verdadeiro historiador, diante desta lista de causas de sua própria compilação, sentiria uma compulsão profissional em colocá-las em ordem, multiplicando e simplificando estas causas, pois a história, como a ciência, avança por meio deste processo duplo e contraditória. A história como a vida cotidiana, é impossível. A função especial do historiador pe a de investigar estas causas, correlacionando com a biologia, é fazer uma “seleção natural” destas causas, onde de um oceano infinito de fatos extrai apenas o mais coerente e da multiplicidade de causas e efeitos somente aqueles que são importantes historicamente no contexto. Outra definição dada para a história pelo Carr é que “é o progresso através da transmissão de habilidades adquiridas de uma geração à outra”, e esta direção de progresso que nos possibilita ordenar e interpretar os acontecimentos do passado. Porém o historiador do passado somente pode abordar a objetividade na medida que aborda a compreenção do futuro, e o historiador mais objetivo é aquele que adentra mais profundamente na interdependencia e interação dos fatos. Assim sendo, a história é um processo em movimento constante, dentro do qual o historiador se move. É a cisão da natureza causada pelo depertar da consciência

    11 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 133
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas4%
    Edward Hallett "Ted" Carr profile picture

    Edward Hallett "Ted" Carr

    (Londres, 28 de junho de 1892 - 3 de novembro de 1982) foi um historiador, jornalista e teórico das relações internacionais britânico de esquerda, e um adversário do empirismo na historiografia. Como intelectual, Carr ficou conhecida por seu trabalho sobre a história da União Soviética, em que demonstrou uma visão simpática à história soviética de 1917 a 1929; por seus escritos sobre as relações internacionais; e por seu livro What Is History?, de 1961, em que estabeleceu princípios historiográficos radicais que rejeitavam as práticas e métodos históricos tradicionais. Educado em Cambridge, Carr começou sua carreira como diplomata, em 1916. Cada vez mais preocupado com o estudo das relações internacionais e da União Soviética, deixou o Foreign Office em 1936 para começar uma carreira acadêmica. De 1941 a 1946, trabalhou como editor assistente no London Times, onde ficou célebre pelos editoriais de esquerda, que escrevia exortando um sistema socialista e uma aliança anglo-soviética como base para a nova ordem do pós-guerra. Posteriormente, trabalhou em um enorme trabalho de catorze volumes sobre história soviética.

    5 Livros
    7 Seguidores

    Edward Hallett "Ted" Carr