Vozes da Legalidade - Política e Imaginário na era do rádio

    Juremir Machado da Silva

    Sulina
    2011
    223 páginas
    7h 26m
    ISBN-13: 9788520506073
    Português Brasileiro

    O Rio Grande do Sul teve um papel determinante na história do Brasil do século XX. É inegável. A revolução de 1930, comandada por Getúlio Vargas, levou os gaúchos a amarrarem seus cavalos no obelisco da avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Por 24 anos, Getúlio, dentro ou fora do poder, influenciou os destinos dos brasileiros. Morto, deixou seus herdeiros, entre os quais, João Goulart, que se tornou duas vezes vice-presidente do país. Em 1961, Jânio Quadros renunciou intempestivamente. No final de agosto de 1961, há 50 anos, começou em Porto Alegre uma primavera da liberdade. O governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, comandou a resistência ao golpe contra Jango. Requisitou a Rádio Guaíba, formou a Rede da Legalidade, distribuiu armas, mobilizou a população e, com discursos inflamados, garantiu a volta de Jango da China. Este livro é uma história de muitas vozes, vozes da Legalidade e da ilegalidade, a voz de Brizola, em tom maior, a voz de Jango, buscando uma solução pacífica, a voz de Carlos Lacerda, governador da Guanabara, o Corvo, o eterno golpista, incendiando o ânimo dos militares contra João Goulart, a voz do general Machado Lopes, comandante do III Exército, sediado em Porto Alegre, a voz do ministro da Guerra, Odylio Denys. Mas também a voz do renunciante, o esquisito Jânio Quadros, as vozes dos remanescentes, jornalistas, radialistas e políticos, todos muito jovens na época, que lembram a grande aventura com a justa nostalgia e o devido orgulho, a voz das ruas, a voz do Rio Grande, a voz do rádio, especialmente da Rádio Guaíba, que se tornou a cabeça de uma rede inusitada e vitoriosa. O livro é uma história de nomes de homens, de coadjuvantes e protagonistas, quatro civis e dois militares, uma história de vozes tonitruantes, vozes da era do rádio.

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    vane agertt20/06/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vozes que mudaram o país

    “Jango era como Lula: inaceitável para a elite” Um livro sobre vozes. As vozes da legalidade, vozes da ilegalidade. Vozes que defenderam a constituição e vozes que silenciaram o povo, mas, principalmente, vozes que souberam dizer não, como a voz de Caetano Vasto, que disse a seu superior que nenhum avião iria decolar, muito menos para explodir o Piratini. Uma história de vozes e nomes que se destaca, principalmente, Leonel Brizola, ou apenas Brizola, como foi lembrado no imaginário gaúcho, o homem que impediu o golpe militar em 1961. Brizola, o homem que mobilizou a Brigada Militar e criou uma rádio no porão do prédio governamental do Rio Grande do Sul, o homem que disse não, que foi a favor da constituição, o Brizola que disse: “Estamos aqui para morrer se necessário, então atirem no povo, com as armas que foram compradas com o sacrifício do povo [...] nenhuma ditadura será implantada contra a vontade do povo, que corram as balas”. Disse a voz da legalidade, o que defendeu a legalidade até o fim.

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