Sete palmos de terra e um caixão - Ensaio sobre o Nordeste, área explosiva

    Josué de Castro

    Brasiliense
    1967
    228 páginas
    7h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Publicado em 1965, nesse livro, Josué de Castro problematiza as tensões sociais que essa região enfrentava,a influência norte-americana, os movimentos sociais, bem como a relação do Nordeste com os problemas da América Latina. Era maio de 1964, um dos intelectuais brasileiros mais conhecidos no mundo se preparava para viver o exílio na França. As suas atividades como embaixador em Genebra foram interrompidas em meio a Conferência Mundial pelo Desarmamento, devido a cassação dos seus direitos políticos, publicados no Ato Institucional Nº 11. Durante os dois últimos anos Josué de Castro havia desenvolvido pesquisas sobre as mudanças políticas e sociais ocorridas na região Nordeste que tinham como foco a década de 1950 e início dos anos 1960. A sua obra receberia mais um livro: Sete Palmos de Terra e um Caixão, que contou com a colaboração de vários intelectuais e políticos entre eles Alberto Passos Guimarães e Francisco Julião. Durante as primeiras páginas, no prefácio intitulado “Explicações”, Josué de Castro relata que o livro foi produzido antes do Golpe civil-militar de 1º de abril e que nada melhor para explicar “os fatos ocorridos recentemente, do que o conhecimento dos antecedentes históricos desta região explosiva e da sua interpretação sociológica” (p. 11). O livro foi escrito entre outubro de 1962 e fevereiro de 1964. O autor afirma no prefácio que quando o golpe civil-militar aconteceu, os originais já se encontravam nas mãos do tradutor. O autor imediatamente pensou em acrescentar um novo capítulo contendo os últimos acontecimentos de abril de 1964. Contudo, segundo afirma no prefácio resolveu não realizar alterações, e permitir que o livro fosse publicado como havia sido redigido antes do golpe. Ao mesmo tempo afirma que “acrescentar qualquer coisa depois que suas previsões já começaram a se realizar seria tirar o possível valor do livro como diagnóstico e prognóstico de uma situação histórico-cultural”. Em vários momentos da obra, Josué de Castro, demonstra uma necessidade de criticar os americanos, em outros momentos analisa as contradições sociais existentes no Nordeste como resultado direto da colonização de exploração portuguesa. Contudo, enfatiza que o imperialismo americano estava prestes a tomar decisões mais severas de acordo com os acontecimentos. Sete Palmos de Terra e um Caixão se faz importante especialmente para identificarmos como Josué de Castro enxergava a política na década de 1950. Analisa os intensos conflitos nas áreas rurais do Nordeste, a influência norte-americana, critica a concepção agroindustrial da SUDENE. Essa obra se torna uma leitura obrigatória para aqueles que se dedicam aos estudos do Brasil. Contudo, a obra em questão também trazia muitas imagens do Nordeste como uma região pobre, seca, e miserável. (por HELDER REMÍGIO DE AMORIM)

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    Locimar Massalai06/12/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    As mazelas do nordeste brasileiro

    Análise de Castro é vista como um chamado para ação, argumentando que a situação social da região tinha potencial para conflitos graves Se não fossem tomadas medidas políticas sociais e urgentes!

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