Mazagão Velho - Diásporas Negras, Performance e Oralidade no Baixo Amazonas

    Geraldo Peçanha de Almeida

    Juruá Editora
    2011
    190 páginas
    6h 20m
    ISBN-13: 9788536233826
    Português Brasileiro

    O livro conta a história de uma comunidade de negros que vive na Amazônia brasileira. Especificamente no Estado do Amapá. Esses negros têm origem em outra comunidade do Marrocos e foram trazidos, seus primeiros habitantes, por conta da mudança forçada da família real portuguesa do Marrocos, em localidade do mesmo nome Mazagão. Do Marrocos eles foram levados para Portugal e de Portugal chegaram a Belém, já no Brasil. Aqui foram alocados no que hoje é o Estado do Amapá. Ali eles preservam muito de suas culturas híbridas – portuguesa em função do colonizador, marroquina, em função da origem de seus antepassados e indígenas, em função da vivência e da proximidade com estes povos. Esta comunidade é ímpar em todos os sentidos. Eles possuem um calendário próprio de comemorações, tem a festa de São Tiago, mais antiga das Américas e é, sem nenhuma dúvida, absolutamente desconhecida pelos brasileiros. Este livro traz a cultura deste povo, seus sonhos, suas transladações e principalmente, suas histórias, e são muitas.

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    Amapá e Amazônia20/03/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Livro sustenta a idéia de que há um processo de unificação cultural que quer tornar a Amazônia homogênea, ou seja, sustentam que lá, só vivem índios e ribeirinhos, quando na verdade essa comunidade é uma das comunidades negras mais antigas do País, com quase 25 mil negros, habitando no Amapá. O livro conta como uma cidade atravessou o Oceano Atlântico (do Marrocos a Portugal e de Portugal ao Brasil) e passou a viver, há quase 300 anos, completamente desconhecida pela sociedade brasileira. Sustenta a ideia de que há um processo de unificação cultural que quer tornar a Amazônia homogênea, ou seja, sustentam que lá, só vivem índios e ribeirinhos, quando na verdade essa comunidade é uma das comunidades negras mais antigas do País, com quase 25 mil negros, habitando no Amapá. Mazagão Velho – Diásporas Negras, Performance e Oralidade no Baixo Amazonas trás a cultura do povo Mazaganense, seus sonhos, suas trasladações, sua história. Relembra personagens fundamentais para a construção dessa história, como o mestre Biló e a parteira Maria Joaquina, conhecida como Maria Barriga. Traça um breve histórico sobre as escavações arqueológicas. “Minhas pesquisas demonstram que, quando os colonizadores europeus chegaram à Amazônia, em 1542 (data da primeira expedição de que se tem conhecimento, que desceu o rio Amazonas) encontraram uma população numerosa, com organização social complexa e belicosa, que abrigava aldeias extensas, unificada por um poder supremo, os chamados cacicados. Possuiam uma cultura sofisticada e inovadora, em arte e tecnologia, parte desta cultura, somada àquelas que vieram do Marrocos e de Portugal, se juntaram para constituir hoje o que conhecemos como Mazagão Velho”. Essas são somente algumas pinceladas das revelações das pesquisas de Geraldo Almeida suas impressões. Há muito mais em seu livro, que se torna fonte para professores, acadêmicos, população afrodescendente, escritores e toda a população do Amapá que deve conhecer o berço de sua tradição e de sua origem. Fonte: Correa Neto

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