Nas gerações passadas, as pessoas acumulavam infecções mal curadas e doenças crônicas pela vida afora, de forma que, quando chegavam aos 40 anos, estavam em condições físicas deploráveis. Ao completarem 60 anos, eram consideradas muito velhas e, aos 70, senis. Velhice era sinônimo de doença, limitação física e sofrimento. O incrível aumento na expectativa de vida ocorrido no século XX revolucionou esses conceitos. Grande número de mulheres e homens atinge 70 ou 80 anos em pleno vigor, exercendo atividade profissional plena, sem apresentar problemas de saúde. A longevidade atual não teria sido atingida se não fosse a mudança de 2 paradigmas vigentes ate a primeira metade do século XX. O primeiro era o de recomendar que os mais velhos fizessem repouso e evitassem esforços físicos. O segundo era a idéia generalizada de que os mais gordos tinham mais saúde. Hoje sabemos que a atividade física deve ser mantida pela vida inteira e que acumular gordura no corpo causa problemas muito graves com o passar do tempo. Surgiu o conceito de envelhecimento saudável, processo fisiológico natural que nada tem a ver com doença. Se é verdade que um dia a saúde nos abandonará, também está claro que com uma dieta saudável, com a pratica de exercícios físicos e com exames preventivos, essa fase poderá ser adiada para o fim de nossas vidas. É inaceitável passar décadas sofrendo com enfermidades que poderíamos ter evitado se não fumássemos, não bebêssemos exageradamente ou não passássemos o dia inteiro da cadeira para a poltrona.


