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    Azincourt -

    Bernard Cornwell

    Record
    2011
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788501085160
    Português Brasileiro
    4.3
    3304 avaliações
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    Favoritos6Desejados3370Avaliaram3304

    Ao raiar do dia 25 de outubro de 1415, dois exércitos se defrontavam numa planície francesa, que viria a se tornar o mais famoso dos campos de batalha na história. De um lado, os remanescentes maltrapilhos de um exército inglês que invadira a Normandia dez semanas antes e, num golpe severo para o orgulho francês, capturou a cidade-porto de Harfleur. Porém, o cerco cobrara seu preço e dos doze mil guerreiros que haviam embarcado na expedição, somente a metade estava agora reunida no campo de Azincourt. Desses, apenas novecentos eram soldados armados, os homens de ferro da época e considerados universalmente como a elite do mundo militar. Os demais carregavam longos arcos de madeira, uma arma praticamente exclusiva de sua ilha. Muitos deles estavam sofrendo de disenteria, que já havia incapacitado seus companheiros: todos estavam exaustos e cheios de fome. Até as condições climáticas estavam contra eles: ventos cortantes e uma chuva pesada, ininterrupta, aumentando o flagelo enquanto se arrastavam de Harfleur até o refúgio de Calais, possessão inglesa. Diante deles — e impedindo seu caminho — estava o exército francês, que os superava em número na proporção de pelo menos quatro contra um. Motivados pelo desejo de vingar a perda de Harfleur, a cavalaria francesa havia afluído aos milhares. Repousados, bem nutridos, bem armados e lutando em seu próprio território. Ainda assim, algumas horas depois, desafiando toda a lógica e a sabedoria militar da época, os ingleses saíram vitoriosos dos campos de Azincourt. Imortalizada por Shakespeare em seu Henrique V, a batalha ganha agora uma versão pelo mestre do romance histórico, Bernard Cornwell. Um dos mais importantes autores britânicos da atualidade, Cornwell já foi traduzido para mais de uma dezena de línguas e suas novelas alcançaram rapidamente o topo das listas de mais vendidos: foram milhões de exemplares em todo mundo. A chave de seu sucesso está na criteriosa pesquisa histórica e na narrativa envolvente com a qual Cornwell disseca a vida de seus personagens. Em Azincourt, ele narra o lendário combate pelos olhos de Nicholas Hook, arqueiro inglês. Com uma aptidão sem igual para se meter em problemas, Nick se alista na companhia de arqueiros de Sir John Cornwaille, um dos líderes do exército de Henrique V. De modo emocionante, Cornwell narra a batalha a partir da qual tantas lendas foram erguidas. Mas também observa por trás da ação bélica e realiza um painel da época. Um rei louco, duques assassinos, bispos manipuladores, heroicos cavaleiros, cirurgiões, arautos, espiões e piratas — a história de Azincourt oferece tudo isso.

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    Resenhas (195)Ver mais
    Rosangela Max picture
    Rosangela Max15/02/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Bernard Cornwell não decepciona.

    Não conheço nenhum outro autor que supere o talento de Bernard Cornwell ao escrever histórias de batalhas. Suas descrições são épicas! Me mantém tão entretida que parece que estou vivenciando a história. Tem todos os ingredientes típicos desse gênero: fatos históricos que se misturam com ficção; governantes insensatos; representantes da Igreja maldosos e corruptos e um bando de homens humildes e despreparados, que são convocados a lutar em uma batalha que foi travada, em parte, devido ao “capricho” da nobreza. Os personagens são bem construídos e o “mocinho” (um arqueiro, é lógico) é o estereótipo do jovem camponês que se tornou um guerreiro feroz. Pra quem gosta de histórias do gênero, este livro é a escolha certa! Recomendo muito.

    83 curtidas

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    Avaliações

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    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Bernard Cornwell profile picture

    Bernard Cornwell

    Bernard Cornwell nasceu em Londres em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Seu pai era um aviador canadense e sua mãe trabalhava como auxiliar da Força Aérea Britânica. Ele foi adotado por uma família em Essex, Inglaterra, que pertencia à seita religiosa chamada Peculiar People (Pessoas Peculiares, e, segundo o escritor, eram mesmo). Ele fugiu para a Universidade de Londres, incluindo em seu nome o sobrenome de sua mãe, Cornwell. Depois de uma ponta como professor, foi para a rede de televisão BBC, onde trabalhou por 10 anos. Começou como um pesquisador no programa Nationwide e terminou como Chefe de Assuntos Televisivos Atuais da BBC na Irlanda do Norte. Foi enquanto trabalhava na cidade irlandesa de Belfast que ele conheceu Judy, uma americana que estava visitando o país, e por quem se apaixonou. Judy não podia se mudar para a Inglaterra por questões familiares, então Bernard foi para os Estados Unidos onde lhe foi recusado o Green Card. Ele decidiu ganhar a vida como escritor, ofício que não necessitava de permissão do governo dos EUA. Bernard e Judy se casaram em 1980, permanecem casados e vivendo nos Estados Unidos.

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    Londres, Inglaterra

    Bernard Cornwell