Il Virginian era un piroscafo. Negli anni tra le due guerre faceva la spola tra Europa e America, con il suo carico di miliardari, di emigranti e di gente qualsiasi. Dicono che sul Virginian si esibisse ogni sera un pianista straordinario, dalla tecnica strabiliante, capace di suonare una musica mai sentita prima, meravigliosa. Dicono che la sua storia fosse pazzesca, che fosse nato su quella nave e che da lì non fosse mai sceso. Dicono che nessuno sapesse il perché. Questo racconto, nato come monologo teatrale, è uscito per la prima volta nel 1994. Nel 1998 Giuseppe Tornatore ne ha tratto il film "La leggenda del pianista sull'oceano".
Novecento - Un monologo
Alessandro Baricco
Um monólogo surpreendente e divertido
Novecento foi uma grata surpresa para mim! Longe de ser chata, a narrativa traz trechos engraçados e reflexivos, além de surpreender o leitor em diversos pontos. A história se passa em um navio, o que por si só já poderia ser bem diferente. E não se trata de um navio qualquer, mas um a vapor, que no período entre guerras transportava milhares de imigrantes para a América (isto é, para os Estados Unidos, mas também para o Brasil). E o navio, como tantos naquele período, transportava pessoas muito ricas e pessoas muito pobres. Evidentemente, cada classe viajava de uma forma, mas todos sobre o mesmo navio. E foi assim que, um belo dia, a equipe do navio encontrou um bebê abandonado ali. Dentre as opções que tinham, acabaram por adotar o tal garoto, o protagonista deste livro, dando-lhe o nome de Danny Boodmann T. D. Lemon Novecento. Mas o nome não é a única peculiaridade deste personagem. Tendo nascido e crescido em um barco, Novecento nunca levou uma vida muito normal, nunca frequentou uma escola. Porém, acima de tudo isso: perante a lei, Novecento sequer existia! (não que ele se importasse muito com isso ). Apesar de nunca ter frequentado uma escola formal, Novecento aprendeu muito observando e vivendo. Como o próprio narrador ressalta em vários momentos, estando num navio como aquele, Novecento tinha contato com muitas pessoas e podia, através disso, conhecer o mundo, principalmente aquele não conhecia por si mesmo. Além disso, Novecento crescendo principalmente entre os músicos do navio, tornou-se um grande pianista. O melhor, aliás. Para além do fato de não existir perante a lei o que nos faz refletir muito sobre identidade outro grande conflito da história está no fato de Novecento nunca ter pisado em terra firme e continuar querendo viver assim, mesmo quando já não parecia mais possível. Eu gostei muito do desenrolar dessa história, e também do final dela. Um livro daqueles que fica ecoando em nós e que quando terminamos temos vontade de soltar um sonoro uau. Certamente valeu a pena tê-lo enfrentado e conhecido.
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