O Senhor da Luz -

    Roger Zelazny

    Publicações Europa-América
    2013
    284 páginas
    9h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Os seus seguidores chamavam-lhe Mahasamatman e diziam que era um deus. Ele, porém, preferia deixar de lado e intitulava-se Sam. Nunca pretendeu ser um deus, mas também nunca o negou... A acão decorre muito depois da morte da Terra; um punhado de homens num planeta colonizado alcançou o domínio da tecnologia. Com ela, adquiriram a imortalidade e poderes divinos e governam o seu mundo como os deuses do panteão hindu.

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    Osmar Brusamolin09/05/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Excelente Livro

    Esta é uma das minhas estórias preferidas. Por uma coincidência do destino, eu encontrei esse livro em uma loja de livros usados apenas alguns meses depois de ter lido Siddharta de Herman Hesse, o que me proporcionou uma boa base para apreciar a estória. Como em vários outros livros de ficção científica, o autor cria um universo novo com personagens interessantes e situações inusitadas. A grande inovação é a meu ver o uso de elementos do Hinduísmo, com seus deuses, estórias e crenças. O sistema de castas e a possibilidade de reencarnação funcionam como uma ótima base para a estória. Ao controlar o processo de troca de corpos, os deuses conseguem manter um controle total sobre os seus súditos. Para aqueles considerados como ameaças, a reencarnação pode ocorrer para um animal ou não ocorrer de jeito nenhum. Ou seja, no final tudo se resume na manutenção do poder. Sam deseja destruir essa estrutura de poder. Mais interessante do que tudo são as armas que Sam escolhe para combater os deuses (não, eu não vou revelar aqui). Basta comentar que é um relato interessante, em especial para aqueles que estão familiarizados com os princípios básicos de várias religiões. A narrativa é excelente. Zelazny usa e abusa de flashbacks, mas a estória se mantém fluida e coerente. Cada capítulo é quase como uma estória em separado. Os diálogos, em especial os de Sam, são inteligentes e divertidos. Para aqueles que gostam de cenas de batalhas e conflitos, o livro também é um prato cheio. É quase impossível ao final do livro não se sentir tentado a conhecer mais sobre o panteão hindu. Um livro obrigatório para os amantes da ficção científica.

    5 curtidas

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