Mal podendo escrever esta merda, com vontade de largar tudo e morrer, sem nenhuma convicção ou fé, entregue ao acaso e às noites; vivo como quem arde numa fogueira, sem procurar uma explicação para a vida, qualquer explicação ignorante. Não creio que possa ter explicação, — já estaria explicada pelos homens, é uma idéia fixa, idéia absurda. Vivo como quem espera o desenlace, sem bem-dizer nem mal-dizer nada, indiferente às coisas boas e más. Vivo da minha própria tolerância, certeza que não serei triturado pelo dentes podres daqueles que mastigam a própria solidão. Não desassocio poesia e vida, assim, CHARQUE, MULHERES E VINHO são elementos deste vil banquete, elementos estes sem os quais, esta merda seria ainda mais insípida.
