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    Violência - Lyceu do Ceará

    Rodolfo Teófilo

    Museu do Ceará
    2005
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-10: 8588828286
    Português Brasileiro
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    Imagino que Rodolfo ao expor aos seus frequentantes mais próximos sua intenção de publicar um protesto contra as injustiças que estavam acontecendo no Liceu, instituição que lecionou durante vinte anos, Rodolfo Teófilo foi advertido de uma possível VIOLÊNCIA que estaria a se expor ao publicar sua obra LYCEU DO CEARÁ que denunciava abusos praticados na administração do senhor Antônio Pinto Nogueira Acioly. Rodolfo contra argumentou: já fui vítima de grave violência. Imagino. Amenizado por um véu de sutilezas e pompa a violência aos direitos se apresenta como mais torpe que a violência física. Esta denuncia a si por seu próprio ato. A violação aos direitos busca se desvencilhar de sua prática, espera por um alheamento e acanhamento do violentado, impossibilitado a distinguir a realidade. Este alheamento não encontramos em Rodolfo Teófilo, que desde cedo experimenta a amargura das injustiças dos homens e não se abate, pelo contrário, se faz forte tendo em vista os obstáculos ultrapassados para vencer as mais novas dificuldades. Trabalho e educação. Pela força dos livros o caixeiro se elevou e sua força atravessa os séculos por ser uma força sincera, não fingida nem velada. Se peca pelo estilo, se salva pela lisura.

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    Rodolfo Marcos Teófilo  profile picture

    Rodolfo Marcos Teófilo

    Pobre e órfão, foi educado pelo Barão de Aratanha que o matriculou no Ateneu Cearense, contudo, deixou os estudos para ser caixeiro-viajante. Formado farmacêutico, em 1875, pela Faculdade de Medicina da Bahia, estabeleceu-se no Ceará, desenvolvendo logo o pendor para o cientificismo característico na sua obra. Diplomado, dirigiu uma farmácia em Pacatuba, depois na capital. Foi mais tarde professor de ciências naturais na Escola Normal e membro de diversas sociedades culturais. Sua obra ficou marcada pelo exagero em que é mostrada a seca no nordeste e os tipos flagelados caracterizados com excesso. Empreendeu, sem apoio governamental, uma campanha de vacinação contra a epidemia de varíola que se alastrava na cidade. Por causa disso, foi perseguido durante o governo de Antônio Pinto Nogueira Accioli, do qual era opositor, acusado de desmoralizar a autoridade que estava totalmente alheia ao sofrimento do povo cearense. Tomou parte dos movimentos literários do Ceará, tendo pertencido, desde 1894, à Padaria Espiritual, entidade de fins literários e artísticos que se fundara em Fortaleza, dois anos antes, com o nome de "padeiro" Marcos Serrano. Foi historiador e romancista. Foi membro fundador da Academia Cearense de Letras. É considerado um dos principais expoentes da literatura regional-naturalista do Brasil e um dos maiores nomes da literatura do Ceará. Em sua homenagem, o Centro Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal do Ceará tem o seu nome. Inventou a cajuína, bebida não-alcoólica popular principalmente no Piauí.

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    Bahia, Brasil

    Rodolfo Marcos Teófilo