Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores80
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A árvore que falava aramaico -

    José Francisco Botelho

    Zouk
    2011
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788580490169
    Português Brasileiro
    3.8
    24 avaliações
    Leram33Lendo4Querem42Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos0Desejados42Avaliaram24

    Nos contos desse livro, o leitor se verá envolvido em um labirinto de espelhos habitado por personagens atormentados e perseguidos, homens que brincam de Deus (ou de Diabo), jaguares, seres metamórficos, aves de rapina, assépticos burocratas, peões e estancieiros – cada um encarnando os delírios do racional e fazendo repercutir perguntas sem respostas. Num humor tão cáustico quanto requintado, temos páginas repletas de densidade e competência narrativa, de um autor maduro, meticuloso, atento ao menor detalhe, com voz própria e invejável capacidade de animar personagens, tramar enredos e, sobretudo, de surpreender o leitor.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino26/12/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    a árvore que falava aramaico

    Em "A árvore que falava aramaico", de José Francisco Botelho, estão reunidos 15 contos, divididos em dois conjuntos. Nos 6 enfeixados em "Peripécias" sempre um narrador jovem conta algo fragmentário, resgatado da memória, um fato marcante, vivido no campo, ou perto de uma fronteira (a do Uruguai, claro) ou num litoral. São histórias variadas: de uma ventania que revela mais que a destruição física das cousas; de uma viagem clandestina de barco, aproximando pai e filho; da presença de um primo turco, contrabandista, e seus segredos; da sedução que uma gringa sardenta provoca num rapaz; da venda de uma antiga propriedade e a dor da separação; de um morto que continua a ver o mundo enquanto é roído pelos bichos do lugar onde caiu. As descrições são muito interessantes, mas é a linguagem que se destaca nos contos. O vocabulário é rico, cheio de mimos, de uma exuberância que não intoxica o leitor. Esses seis contos pareciam ecoar o pampa, traírem uma influência de Mario Arregui. Entretanto, no conjunto seguinte, nos 9 contos reunidos em "Grimório", o leitor é levado para ambientes mágicos e complexos, ao mundo interior de personagens enigmáticos, perturbados, intoxicados por suas próprias histórias, memórias e sucessos. Alguns parecem lembranças de sonhos ou pesadelos, fragmentos de feitiços e encantamentos, noutros parece que é o tédio que se encarna, para tornar-se interlocutor dos personagens, ou ainda é um espírito ou um duende brincalhão que confunde as percepções da realidade deles. A linguagem fica ainda mais rica nessas histórias, mas de uma erudição que não afasta o leitor, algo raro. Como escrevi para uns amigos quando terminei o livro, ainda no início de dezembro, impressionado com a potência dos contos, Botelho parece um mago, um djin, um Huysmans caboclo, um sujeito de quem vale a pena esperar novas conjurações literárias. Ojo! Registro #1252 (contos #145) [início: 01/12/2017 - fim: 03/12/2017] "A árvore que falava aramaico", José Francisco Botelho, Porto Alegre: Editora Zouk, 2a. edição (2014), brochura 12,5x18 cm., 174 págs., ISBN: 978-85-8049-028-2

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 24
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    José Francisco Botelho profile picture

    José Francisco Botelho

    José Francisco Botelho é doutor em Letras pela UFRGS, jornalista, escritor, tradutor e crítico de literatura e cinema. É autor de duas obras aclamadas de contos, que misturam ficção histórica, fantástica e especulação filosófica: A árvore que falava aramaico e Cavalos de Cronos – sendo este último vencedor do grande prêmio Açorianos e do prêmio Minuano na categoria Conto, em 2019. Como tradutor, suas versões de obras medievais e renascentistas são objeto de estudo internacional, e por elas ganhou dois prêmios Jabuti: um por sua tradução de Contos da Cantuária, em 2014, e outro por Romeu e Julieta, em 2017. Também traduziu Júlio César, de Shakespeare, assim como obras de Bram Stoker, Arthur Conan Doyle, Patricia Highsmith e vários outros para diversas editoras brasileiras. Em 2021, relança A odisseia da Filosofia, pela Maquinaria Editorial, em uma edição revisada e ampliada.

    6 Livros
    2 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    José Francisco Botelho