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    Contos (Coleção Prestígio) - O defunto, Adão e Eva no Paraiso e Outros

    Eça de Queiroz

    Ediouro / Tecnoprint S. A.
    1988
    134 páginas
    4h 28m
    ISBN-10: 8500914777
    Português Brasileiro
    3.4
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    O defunto

    Contos - Eça de Queirós (Realçar: 14; Nota: 14) ─────────────── ◆ O DEFUNTO ▪ O DEFUNTO ▪ mercês (graça) ▪ Rui de Cardenas. ▪ arcediago (dignitário eclesiástico que recebe do bispo certos poderes junto dos párocos, curas, abades etc. de uma diocese.) ▪ cânones (cânone" pode referir-se a uma regra geral, um modelo ou padrão, uma lista de coisas, ou ainda, no contexto religioso, a uma lista de livros ou textos considerados autoritários.) ▪ Alonso de Lara, fidalgo de grande riqueza e maneiras sombrias, que já na madureza da sua idade, todo grisalho, desposara uma menina falada em Castela pela sua alvura, cabelos cor de sol-claro, e colo de garça rea ▪ De madrugada, de manhã cedinho: à hora de prima ▪ lebréus (raça de cão) ▪ gelosia (Gelosia" em português refere-se a uma grade de pequenas tiras de madeira ou pedra, geralmente usada em janelas ou portas para proteger do sol e da luz, e através da qual se pode ver sem ser visto.) ▪ tresloucadamente (forma louca, desvairada, ou fora de si.) ▪ embuçado (com o rosto tapado, deixando de fora apenas os olhos. coberto com capa, capote ou similar.) ▪ Livro de Horas. (Livro de horas, Livro das horas ou ainda Livro missal é um livro de devoção criado por devotos no final da Idade Média. Em geral, continha o calendário das festas e dos santos, as Horas da Virgem, da Cruz, do Espírito Santo e dos mortos, as orações comuns e os salmos penitenciais) ▪ dardejados ▪ impudente (despudorado, impudico. "rapaz i." 2. adjetivo de dois gêneros que revela impudência, falta de vergonha. "linguagem i.") ▪ seu baixo desejo: desejo obsceno, lascivo. ▪ samarra orlada de peles, ▪ sinos claros tocavam a matinas (ato de madrugar; madrugada) ▪ o socorro que do Céu recebera, e, com quentes lágrimas de arrependimento e gratidão, lhe jurou que nunca mais poria desejo onde houvesse pecado, nem no seu coração daria entrada a pensamento que viesse do Mundo e do Mal. ▪ esgazeadamente (dar ao (olhar) expressão inquieta, ou de desvairamento, ou de loucura.) ▪ embuçado (com o rosto tapado, deixando de fora apenas os olhos. 2. coberto com capa, capote ou similar.) ▪ seiras (cesta ou cesto de esparto, junco ou vime, onde se guardam ou transportam frutas) ▪ embiocadas (envolvida em bioco", "coberta com um tecido ou peça de roupa semelhante a um bioco", "escondida", "oculta", "retraída" ou "encolhida". Em termos figurados, pode significar "dissimulad) ▪ esgazeado ▪ ogivas da igreja: parte abobadada da nave de uma igreja

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz