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    La ridícula idea de no volver a verte -

    Rosa Montero

    Seix Barral
    2013
    237 páginas
    7h 54m
    ISBN-13: 9738432215483
    Espanhol
    4.1
    50 avaliações
    Leram67Lendo12Querem32Relendo0Abandonos0Resenhas11
    Favoritos2Desejados32Avaliaram50

    Cuando Rosa Montero leyó el maravilloso diario que Marie Curie comenzó tras la muerte de su esposo, y que se incluye al final de este libro, sintió que la historia de esa mujer fascinante que se enfrentó a su época le llenaba la cabeza de ideas y emociones. La ridícula idea de no volver a verte nació de ese incendio de palabras, de ese vertiginoso torbellino. Al hilo de la extraordinaria trayectoria de Curie, Rosa Montero construye una narración a medio camino entre el recuerdo personal y la memoria de todos, entre el análisis de nuestra época y la evocación íntima. Son páginas que hablan de la superación del dolor, de las relaciones entre hombres y mujeres, del esplendor del sexo, de la buena muerte y de la bella vida, de la ciencia y de la ignorancia, de la fuerza salvadora de la literatura y de la sabiduría de quienes aprenden a disfrutar de la existencia con plenitud y con ligereza. Vivo, libérrimo y original, este libro inclasificable incluye fotos, remembranzas, amistades y anécdotas que transmiten el primitivo placer de escuchar buenas historias. Un texto auténtico, emocionante y cómplice que te atrapará desde sus primeras páginas.

    Resenhas (11)Ver mais
    Eric Rocha picture
    Eric Rocha09/07/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Das dores da vida, do luto, das alegrias e felicidades ínfimas, das conquistas, das perdas.

    Quando li título e sinopse, achei que se tratasse de uma obra que destrincharia as dores e pesares da perda de alguém, mas logo no primeiro capítulo, Montero adverte que, ainda que não saiba exatamente em quê exatamente o livro se tornará até seu final, não fala somente sobre a morte. Me senti um pouco enganado pelo título poderoso e sinopse, porém permaneci na leitura. A obra, dita realmente além disso, a autora, enquanto escreve sobre a vida de Marie Curie, entrelaça a sua, assim como a de outros personagens sobressalentes da História e redige um texto que também fala sobre todos nós humanos. É uma escrita que no primeiro capítulo, aparenta muito mais biográfica que "tocante" e poética, mas aos poucos, conforme se avança na leitura, vemos ideias e pensamentos sendo desenvolvidos por entre os relatos e uma sensibilidade e frases marcantes acabam por aflorar, como se nada quisessem, mas que me tocaram e sensibilizaram. Inclusive por vezes torna-se política (por exemplo, quando a autora, por mais que dite que não é um livro sobre o feminismo, deixa muito claro seu posicionamento quanto ao papel das mulheres e o questiona muito) ou cômica e irônica sobre a vida em si. Esta obra é um tanto quanto difícil de ser classificada. Não é apenas uma biografia de Marie Curie, é também a de Montero e além: a autora utiliza da interpretação como liberdade literária para falar de Marie; é também um relato das dores da vida, do luto, das alegrias e felicidades ínfimas, das conquistas, das perdas... Senti falta de um desmembramento da relação da autora com seu marido, mas logo no 16º cap. "Escondido en...", menciona que um amigo escritor também levantou tal questão e declara o quão difícil é escrever sobre o mais íntimo. Ora, me parece uma contradição; Montero dá mostras e mergulhos profundos em alguns trechos enquanto em outros, parece contida, mas ainda assim, isso por si ressoa um tanto quanto íntimo; ela afirma que necessita sempre da mediação do conto e personagens de ficção para expressar-se, ou seja, estaria Rosa Montero utilizando os Curie como personagens fictícios para poder expressar suas próprias emoções? Acredito que, de certa maneira, sim (ou certamente sim!), pois a autora idealiza e interpreta ações, sentimentos e etc. entre os relatos históricos e biográficos dos Curie e por meio deles, narra também sobre si, ainda que não diretamente. Não obstante, a autora dá um ultimato: ela o recorda; o marido está dentro de sua cabeça; seu lugar está no centro do silêncio. Diante do poderio de tais palavras, precisa de mais algo para me convencer ou convencer o leitor? Espero poder revisitar Rosa Montero em um escrito seu fictício. Nota 4 de 5!

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 50
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas58%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Rosa Montero profile picture

    Rosa Montero

    Nascida em Madri, em 1951, Rosa Montero se apaixonou pelas letras logo na infância, mergulhando nos livros entre os 5 e os 9 anos por conta de uma tuberculose que a confinou em casa. Jornalista, colaborou com várias publicações até se tornar uma grife do principal jornal espanhol, El País. Começou em 1977 a realizar, para o suplemento dominical do jornal, entrevistas marcantes que lhe valeram diversos prêmios e a transformaram num nome nacional. Em 1980 tornou-se redatora-chefe de “El País Semanal”. Um ano antes, estreara na literatura com o romance Crónica del Desamor. O sucesso de ficções posteriores como La Función Delta (1981), Te Trataré Como a una Reina (1983) e Amado Amo (1988) fez dela uma escritora muito popular na Espanha, além de admirada pela crítica. Nos anos 1990, publicou livros infantis em torno da personagem Bárbara. Seu La Hija del Caníbal, de 1997, foi adaptado recentemente para o cinema. O último romance, La Loca de la Casa (2003), será seu primeiro lançado no Brasil – em 2004, pela Ediouro. O livro acaba de ser eleito o melhor de 2003 por leitores de um grupo de influentes revistas espanholas. Principais obras: La Loca de la Casa (Alfaguara) El Corazón del Tártaro (Espasa) La Hija del Caníbal (Espasa) Bárbara contra el Doctor Colmillos (Alfaguara) El Viaje Fantástico de Bárbara (Alfaguara) Las Barbaridades de Bárbara (Alfaguara) Bella y Oscura (Seix Barral) Temblor (Seix Barral) Amado Amo (Debate) Te Trataré Como a una Reina (Seix Barral) La Función Delta (Debate) Crónica del Desamor (Debate) 10/02/2004 Copyright

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    Rosa Montero