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    Seis cuentos bolivianos y seis cuentos paraguayos de la Guerra del Chaco -

    Augusto Roa Bastos

    Servilibro
    2010
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-1: 0
    Espanhol
    5
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    Entre 1932 y 1935 una contienda cruel enfrentó a dos pueblos: el boliviano y el paraguayo que, pese a sus diferencias étnicas, lingüísticas, sociales y culturales, cuentan con numerosas semejanzas y coincidencias. Carente de sentido como todas las guerras, el conflicto por la posesión de la región del Chaco tuvo además un enemigo común para los dos ejércitos: la inhóspita, salvaje e implacable naturaleza que, con su infernal calor, falta de agua y sobreabundancia de insectos y víboras venenosas, aportó su cuota al saldo de miles de muertes con que concluyeron aquellas sangrentas jornadas. Publicado hoy en esta Biblioteca Bicentenario (la primera edición fue en Santiago del Chile em LOM Ediciones, en marzo del año 2000), este libro cumple un triple objetivo: en primer lugar, honra y recuerda a las cerca de cien mil víctimas de la Guerra del Chaco; en segundo, constituye una prueba más de la hermandad y el espíritu integrador que emanó de la mayoria de paraguayos y bolivianos, una vez que finalizaron las cruentas batallas. En tercer lugar, Seis cuentos bolivianos y seis cuentos paraguayos de la Guerra del Chaco es un aporte a la literatura latinoamericana, en tanto que entrega la versión literaria de unos de los capítulos de la historia de nuestro continente.

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    Augusto Antonio Roa Bastos profile picture

    Augusto Antonio Roa Bastos

    Augusto Roa Bastos (13 de junho de 1917, Asunción - 26 de abril de 2005, id.). Escritor, jornalista, dramaturgo, poeta e roteirista paraguaio, conhecido nas áreas do ensaio, do guionismos e do romance. São-lhes concedidas diversos reconhecimentos públicos pelo mérito, originalidade e qualidade da sua obra, entre os quais o "Concours International de Romans Losada" (1959), o "Prix du Memorial de America Latina" (1988) e é distinguido com o Prêmio Miguel de Cervantes em 1989. Está traduzido em cerca de 25 línguas. "Eu, O Supremo" (Yo el Supremo /1974) converteu-se numa das novelas emblemáticas sobre a figura do 'dictador perpetuo de la República de Paraguay', José Gaspar Rodríguez de Francia, «El Supremo», que governou o país com mão de ferro durante 25 anos desde o primeiro ano de sua independência, em 1811. Para o público, o retrato de Rodríguez de Francia era tacitamente o do ditador Alfredo Stroessner, e por isso o romance esteve proibido durante muitos anos no Paraguai. Nascido em 1917 em Assunção, Roa Bastos passou a infância num engenho de açúcar de Iturbe, no Guairá, onde seu pai trabalhava. A mãe o iniciou nas letras através das leituras em castelhano da Bíblia e de William Shakespeare, e na arte da narração através de lendas indígenas contadas em guarani. A Guerra do Chaco entre Paraguai e Bolívia (1932-35) --da qual participou como assistente de enfermaria-- foi uma das experiências que o marcariam para sempre, pela brutalidade das lutas. Ao finalizar o conflito, ingressou no jornal "El País" de Assunção, do qual chegou a ser chefe de redação e correspondente em Londres depois da Segunda Guerra Mundial. A seqüência de golpes e ditaduras que viveu seu país o obrigaram, em 1947, a se exilar em Buenos Aires, onde trabalhou como empregado de uma seguradora. Outro golpe, o dos militares argentinos, obrigou-o, em 1976, a fazer novamente as malas para instalar-se em Toulouse (França), onde começou a ensinar literatura e guarani na Universidade Le Mirail. Depois de uma breve viagem a seu país em 1982, a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989) privou-o da cidadania paraguaia. Por esse motivo não pôde regressar à sua terra até a queda do ditador. Roa Bastos também se destacou como roteirista e autor em sua passagem pelo cinema na Argentina. Foi o roteirista do filme com Isabel Sarli "El Trueno entre las Hojas" e "Castigo al Traidor". Sua crítica à opressão e à fidelidade ao ideal de um compromisso social nunca o levaram a optar por um partido político, exceto durante uma curta passagem pelo Partido Encontro Nacional (PEN, social-democrata) durante a transição política paraguaia pós-Stroessner.

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    Distrito capital, Paraguay

    Augusto Antonio Roa Bastos