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    Huasipungo -

    Jorge Icaza

    Paz e Terra
    1978
    222 páginas
    7h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    24 avaliações
    Leram32Lendo3Querem54Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos3Desejados54Avaliaram24

    Desafio livros pelo mundo: Equador Huasipungo é um daqueles clássicos maçantes mas que têm um papel muito importante na literatura nacional. Neste caso, a história é uma novela indigenista ambientada no Equador na primeira metade do século XX e ressalta a exploração e depreciação do trabalho indígena na fazenda de dom Alfonso Pereira e faz críticas fortes à sociedade da época e à igreja. A história começa quando a filha de dom Alfonso engravida de um índio e a família decide se afastar da capital, Quito, durante a gravidez. Ao mesmo tempo, o tio de dom Alfonso ameaça a vida do sobrinho por não honrar suas dívidas e o coloca contra a parede para aceitar uma sociedade como forma de reparação, na qual se dá a exploração de petróleo na fazenda de dom Alfonso sob a promessa de muitos lucros. É claro, todo o trabalho seria feito através do sacrifício dos índios. A história gira em torno da preparação da fazenda para a chegada dos estrangeiros que virão em uma missão civilizadora de colonização.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Júlia Manjko picture
    Júlia Manjko15/01/2026Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Leia com moderação

    Primeiramente, gostaria de comemorar a minha primeira leitura equatoriana !!! 🎉🎉 Esse livro sofre de um fenomeno que infelizmente é inevitável e, sinceramente, no fundo é um bom sinal. Ele não funciona tão bem hoje em dia e possui muitas características problemáticas, como e principalmente a representação infantilizada e "emburrecida" dos indígenas. Ainda que essa caracteristica possa ser interpretada como uma sátira para o preconceito e visão conturbada da população branca da época, em mãos erradas isso pode ser considerado uma validação do preconceito. Na minha opinião, o livro não tem responsabilidade sobre como sua história será acrescentada a vivência e as ideias do leitor, tampouco acho que ele deve ser censurado ou algo tipo, pelo contrário, acho muito legal poder constatar que esse tipo de representação não encontra mais apoio ( eu espero) na sociedade atual. É interessante notar que o livro, ainda que com essa representação dos povos originários, tem como principal objetivo representar a crueldade e até mesmo a burrice dos grandes empresários que sacrificaram, e ainda sacrificam, vidas indígenas por dinheiro e status. A narrativa leva essa crueldade até o limite sem perder a verossimilhança, produzindo cenas que me deixaram verdadeiramente enojada e chocada. Uma leitura não exatamente prazerosa, mas que tem muito a dizer para pessoas socialmente maduras e com censo crítico afiado, principalmente para ser capaz de criticar esse livro. Viva a literatura equatoriana !!!

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 24
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Jorge Icaza  profile picture

    Jorge Icaza

    Nascido em Quito, Jorge Icaza Coronel (1906-1978) é considerado o escritor mais importante do Equador. Bonito e extrovertido, abandonou o curso de medicina para se tornar estudante de artes cênicas, integrando um grupo de teatro e escrevendo roteiros que se tornariam nacionalmente famosos. Logo o início da década de 1930, fundaria a própria companhia de teatro, casando-se com a atriz Marina Moncayo, com quem teve uma filha: Fenia Cristina Icaza Moncayo. A essa altura, o Equador vivia diversas convulsões na política e na economia, chegando a viver um Golpe de Estado em 1925. Com uma carreira de sucesso na capital, Jorge Icaza passou a realizar apresentações em outras regiões do país, momento em que pode acompanhar, de perto, a penosa realidade dos indígenas quéchuas. As mazelas do povo originário inspiraram seu primeiro romance, Barro de la Sierra (1933), mas a fama internacional veio com Huasipungo, publicado no ano seguinte, que colocou ao lado do boliviano Alcides Arguedas e do peruano Jorge María Arguedas como os principais representantes da literatura indigenista latino-americana. Depois de Huasipungo, Jorge Icaza publicaria mais seis romances, todos trazendo protagonismo ao homem indígena. Aos 71 anos, o autor morre devido a um câncer no esôfago. [Pinard]

    2 Livros
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    Jorge Icaza