Superinteressante Nº 149 (Fevereiro de 2000)
Superinteressante Nº 149 (Fevereiro de 2000) - O Álcool faz bem?
Álvaro pereira Jr., Meire Cavalcanti, Marlos Baaker
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"O álcool faz bem?" A reportagem em si diz que não, principalmente pelo contexto associado, além disso o que haveria de ganho, não explicado com clareza, seria dentro de padrão comumente não respeitado. As pesquisas citadas são subjetivas e incongruentes. O tema foi abordado de maneira atenuada sobre a gravidade, pois o gráfico dos estágios alcoolicos não termina com o perigo de morte ao usuário, como foi mostrado, destacaram só fatores psicossomáticos. A gravidade continua em aspectos sociológicos, como violência no trânsito, na família e potencialização ao feminícídio. Não estou sendo exagerado... Por essas e outras achei a reportagem equivocada na exposição aos jovens, detestando a capa (entre as interpretações possíveis, a do uso recreativo caminhando para o abuso, bastando ver a imagem se distorcendo, faz parecer que o título está apoiando a situação e o que há de "faz bem" não é nesse contexto - percepção mais evidente). Curiosamente a revista em seu acervo histórico já excluiu edição por perceber hoje equivocada (no momento, a de Fevereiro de 2001 foi retirada, devido o tema de capa que valorizava a visão dos negacionistas sobre vacinação... essa edição pareceu-me também valorizar algo negativo). Na Bíblia tem passagem que Paulo recomenda a Timóteo o uso de copo de vinho de maneira medicinal (essa passagem é subjetiva, em contexto histórico, não podendo ser relativizado de maneira objetiva para todos.... o parecer objetivo está em Provérbios 23:31a 35). Jesus bebeu vinho, em certas condições envolvido com evangelização, e o vinho era diferente do atual, aguado e com limiar muito mais alto para entrar nos estágios da alcoolemia. "Nem fanático, nem revolucionário" A reportagem mais interessante da edição, destacando o arraial de Canudos, que no tempo do Antonio Conselheiro era Belo Monte e sua realidade histórica era diferente de estereótipos atuais. Um deles era percepção de fanáticos religiosos (visão alimentada pela mídia sobre povoado como tantos outros, tentando sobreviver). Outro é a associação a comunidade socialista, com ideais igualitários (o vilarejo era receptivo, mas havia distinções entre as pessoas). Devaneio que tive é que foi usado como bode expiatório para afirmação da República recém-proclamada, instigando união popular nacionalista com informações manipuladas sobre inimigo da pátria). Oras, todos eram brasileiros... Euclides destacou isso, em sua obra-prima, não sei se nos jornais da época do conflito. Destaque para relatos de um sobrevivente (rapaz, né que entrevistaram um velhinho sajico com mais de cem anos que estava lá, aos 5 anos conhecendo o beato!). Valeu a conferida! "A febre da selva" Ih, mano! A abordagem foi falha, destacando o ecoturismo como disseminador da febre amarela. Possibilidade viâvel, pequena diante de fatores mais agravantes: o desmatamento. Esse deve ser o foco. Desmatamento, acompanhado do crescimento exacerbado e não planejado dos centros urbanos, é o que tem aproximado cada vez mais o homem de vetores biológicos que normalmente não teria contato. Devaneio: "Desmatamento é Armagedon para a floresta" (não sei se alguém já disse isso, talvez sim, brotou-me agora na leitura).
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