Pão e sangue -

    Dalton Trevisan

    Record
    1996
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-10: 8501031852
    Português Brasileiro

    Um escritor considerado "vampiro de Curitiba" por ser avesso a entrevistas e exposições à mídia, escrevendo haicais, paródias, poemas e bilhetes suicidas. Impossível? Não para Dalton Trevisan. "Pão e Sangue" é o seu vigésimo livro de contos e crônicas. Nele, Trevisan transita por diversos tipos de escritas curtas, lampejos narrativos ricos em estilo e conteúdo. Personagens e situações cotidianas podem ser identificadas neste volume a partir dos habitantes de Curitiba, cidade onde Trevisan vive até hoje. As tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante.

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    Renata Silva12/08/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Forte, crítico e corrosivo, no estilo Trevisan estou aprendendo a reconhecer e gostar.

    Desse pequeno livro, com suas 107 páginas, teria um bocado de coisas a dizer. Por um lado a questão do tema, encontramos a repetição da descrição de violência extrema, muitos dos contos são de mulheres tentando matar o marido e outro tanto de maridos tentando dar cabo das esposas. E mais uma vez encontramos aquele estilo de página policial, com o qual Trevisan nos faz entrar em contato íntimo com as muitas falas dissonantes que tecem dramas e tragédias cotidianas, daquelas que acontecem com nossos vizinhos, ou das quais escutamos falar e que nos entretém por breves momentos. Por outro lado, este livro conta com alternativas narrativas, contos em formato de poemas e haicais, que nos apresentam o suprasumo da concisão e objetividade que não deixam nada a desejar à narrativas mais extensas. Aqui, a brevidade é diretamente proporcional ao impacto das histórias contadas. Outros pontos altos da construção dos contos está na revelação das diferentes perspectivas envolvidas na história, em tons de entrevista sabemos o que a mulher e o marido dizem sobre o mesmo acontecimento, ou mesmo o que três vagabundos bêbados dizem sobre a morte de um quarto, cada qual enxergando a coisa sob um ângulo diferente. Por fim, além dos 22 contos encontramos cinco ou seis ilustrações que se harmonizam completamente com a pegada do livro. Que venha o próximo Trevisan.

    1 curtida

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