Isso daria um momento muito profundo.
Esse é um daqueles livros que possui como única função te distrair e fazer você relaxar pelo tempo que sua leitura durar. Acho que é por isso que é tão difícil encontrar palavras para descrever essa experiência de leitura, porque parece muita injustiça falar que não recebemos o esperado. Temos uma história leve, com uma escrita deliciosa de se ler e personagens incrivelmente reais e humanos — que trazem reflexões sobre erros, acertos e sermos fiéis a quem somos. Só isso teria sido o suficiente para um bom livro, na minha opinião, bastava a autora ter conseguido usar melhor os eventos que ela mesma criou. Porque é inegável que esse livro se perdeu na sua própria história. A falta de linearidade entre os acontecimentos do primeiro e do segundo livro, além de uma introdução muito fraca dos novos eventos desse volume, te tira um pouco da imersão da história para se questionar como tudo aconteceu tão rápido e tão de repente. E a frustração que fica ao chegar na última página só não é maior por conta da esperança que temos de que o próximo livro trará uma história diferente, nem que isso seja apresentado pra gente nos detalhes. Além da ilusão de que a Mia ficará mais madura e não irá partir o coração do pobre que se apaixonou por ela... Mas acho que isso já é pedir demais.





