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    A Política entre as Nações (Clássicos IPRI) - A luta pelo poder e pela paz

    Hans Joachim Morgenthau

    Editora Universidade de Brasília
    2003
    1136 páginas
    1d 13h 52m
    ISBN-10: 8570601484
    Português Brasileiro
    4.3
    38 avaliações
    Leram76Lendo10Querem166Relendo3Abandonos13Resenhas3
    Favoritos7Desejados166Avaliaram38

    O autor é apontado como um referencial no estudo das relações internacionais. Nascido na Alemanha, radicou-se nos Estados Unidos e, ali, produziu uma obra imponente dedicada a esse campo estudo. Dentro dela, A política entre as nações desponta como a principal. No prefácio à edição brasileira, o embaixador Ronaldo Sardenberg destaca ser este um trabalho intelectual engajado, que não esconde uma opção conservadora e ativista, mas sua leitura proveitosa não exige concordância prévia com tais posições. Trata-se de um precioso repositório de informações e análises sobre a vida política internacional, escrito logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial e antes de instaurada a Guerra Fria.

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    Hildeberto HACF picture
    Hildeberto HACF23/02/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Completo

    "A Política entre as Nações", de Morgenthau, é um livro essencial para compreender o mundo. Não exagero sua importância: mais que um clássico das Relações Internacionais, quase tudo que foi escrito na disciplina após sua publicação são críticas ou complementos aos pontos discutidos pelo autor. Paradoxalmente, é um dos livros menos lidos da área, provavelmente pelo seu tamanho, ou talvez por ser mais fácil rejeitar aquilo que é desconhecido. Morgenthau oferece uma análise sólida dos fenômenos políticos nacionais e internacionais. Há algumas partes datadas da época da Guerra Fria, mas a teoria e os conceitos que baseiam a análise continuam pertinentes. Indicado a todos que se interessem por política e por bons livros.

    7 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 38
    • 5 estrelas53%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas3%
    Hans Joachim Morgenthau profile picture

    Hans Joachim Morgenthau

    foi um pioneiro no campo de estudos da teoria das relações internacionais. Morgenthau nasceu em uma família judia na Alemanha, e, já na década de 1930, foi professor na Suíça e na Espanha. Em 1930, emigrou definitivamente para os Estados Unidos, onde trabalhou em diversas universidades até se fixar na Universidade de Chicago, entre 1943 e 1971. Hans Morgenthau escreveu seu principal trabalho, como mencionado anteriormente, consolidando a visão realista de Relações Internacionais recuperada por Edward Hallett Carr. Grande parte de suas visões continuam relevantes em função da importância do Neo-Realismo de Kenneth Waltz contemporaneamente, além do resgate em termos atuais dos elementos centrais da teoria dentro da administração de George W. Bush nos Estados Unidos. Morgenthau propos-se a investigar as relações entre as nações e as forças que envolvem esse relacionamento. Além disso, ele buscava delinear como seria a política externa norte-americana no período pós-guerra. Segundo o próprio autor, esse contexto seria de: 1- Substituição do multipolaridade pelo bipolaridade, cujos centros estariam fora da Europa Ocidental. 2- Divisão da unidade moral em dois sistemas antagônicos de pensamento que disputam entre si a lealdade dos homens. 3- Desenvolvimento da tecnologia nuclear que poderia levar à destruição da humanidade. Como Morgenthau estava preocupado em orientar a nova política externa norte-americana, era importante notar a mudança do contexto internacional, caracterizada pelo advento do bipolarismo entre os Estados Unidos e a ex-União Soviética, ou seja, a constatação de que cada um dos países clama possuir a "moralidade correta" a ser seguida por toda a humanidade, o capitalismo e seus valores, de um lado, e o socialismo e os seus valores, do outro. Os seres humanos como um todo, mesmo dentro do campo de cada um, tenderiam a se aliar a uma ou a outra unidade moral. Finalmente, o advento da tecnologia nuclear implicou que, pela primeira vez na história da humanidade, há uma tecnologia bélica tão poderosa a ponto de eliminar por completo a população de uma cidade, como Hiroshima e Nagasaki demonstraram. Desse moomento em diante, os grandes líderes mundiais deveriam levar em consideração, em seus cálculos, esse poder destrutivo. Assim Como Carr, Morgenthau critica a chamada visão idealista das Relações Internacionais. Para ele, a paz mundial somente seria possível por meio de mecanismos negativos, ou seja, por um mecanismo de equilíbrio de poder.

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