Hesíodo viveu no século VIII a.C. na Beócia, região central da Grécia Antiga.
Possivelmente Hesíodo escreveu a Teogonia baseado na tradição oral que já era transmitida na Grécia Antiga pelos cantores rapsodos.
Após ler os grandes poemas épicos e os clássicos da mitologia grega percebo que os mitos gregos possuem muitas fases diferentes, com várias versões, cabendo a nós escolhemos nossas preferidas. A Teogonia narra a forma que os gregos enxergavam a criação do mundo e é um dos registros mais antigos sobre a história do surgimento dos deuses.
Diferente dos grandes épicos essa é uma leitura curta, apesar da primeira metade do livro ser um estudo detalhado de pensamento mítico grego escrito pelo tradutor da obra, JAA Torrano que desenvolveu em demasia o assunto tornando-o confuso e cansativo.
Hesíodo inicia narrando como as musas lhe transmitiram os poemas no Monte Hélicon após ele às homenagear com um canto. Segue discorrendo sobre a formação do universo através do deus Caos, passa pela Titanomaquia e vai até a ascensão e soberania de Zeus.
A tradução não é a mais perfeita, possui alguns erros, repetições e a supressão de alguns nomes durante a narrativa. Foi uma boa leitura pelo conteúdo, entretanto foi um pouco truncada em alguns momentos.
A despeito desses pontos apreciei bastante a leitura que saciou minha curiosidade sobre o nascimento dos deuses.
Esse é um poema mitológico que influenciou a literatura, a filosofia e a psicologia e que continua sendo referência cultural de toda civilização ocidental, por isso, recomendo para todos os amantes de mitologia.