Este livro, que relata o convívio de um casal e sua nova hóspede, trazendo à tona valores humanos essenciais, além de, em certos episódios, nos arrepiar os cabelos, foi escrito para ser degustado. Com um toque de humor que lhe é peculiar, Eny Souza nos traz uma série de “causos” que são contados por Tonho, todas as noites após a janta, na varanda em frente à casa. Logo no início da leitura, nos investimos da figura de Xica, a escritora-protagonista, e vamos para a cama ansiosos para saber qual será a próxima narrativa. Como uma imensa colcha de retalhos, os personagens vão “costurando”, noite após noite, um sem-fim de lembranças, que, indo e vindo no tempo, vão nos apresentando a pacata cidade de Javari, com toda a sua simplicidade e esquisitices, seus moradores e, em especial, pedaços da vida desse casal, que ocupará um lugar muito especial no coração da jovem amiga. De brinde, ganhamos uma coletânea de receitas de dona Quinota, uma mulher tão doce quanto os quitutes que “surgem” do nada para acompanhar as prosas. Da leitora voraz, que gastava o dinheiro destinado à compra de sapatos trazendo pilhas de livros para casa, surge a autora de Ouvi, ou vi, ou vivi e desperta em nós o gosto por ouvir e contar estórias. Assim é Eny. “Cada um fala de fatos diferentes. Coisas ternas, ou pitorescas, ou apenas divertidas. Com um retalho e outro, podemos fazer uma bela colcha para agasalhar a alma.” Bel Plá, escritora e poeta
Ouvi, ou vi, ou vivi -
Eny Souza
Livre Expressão
2012
232 páginas
7h 44m
ISBN-13: 9788579843624
Português Brasileiro
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