Uma auto biografia extensa e detalhada, escrita com um viés mais factual do que emocional. A narradora conta, desde a sua infância, a forma como a esquizofrenia esteve presente em sua vida, indo desde o descobrimento da doença, passando pelas crises e tratamento. Elyn opta por uma linguagem bastante acessível, que insere fluidez e leveza a leitura, o que pode ajudar muito quem ainda não está habituado a obras tão extensas em inglês.
Apesar de usar metáforas poderosas e causar uma grande empatia (que serve de motor para a progressão da leitura), a narradora opta por uma narrativa extremamente factual, beirando o documental, o que em certos pontos, mesmo com o formato leve, pode tornar a leitura um tanto cansativa (em certas passagens ela disserta sobre acontecimentos e relações que acabam por não ter grande relevância na obra, trechos que poderiam ter sido cortados, diminuindo pelo menos 50 páginas, preservando um vigor maior a leitura)
Mesmo com esses percalços, a riqueza de informação e a quebra de estereótipos presentes no livro fazem a leitura valer muito apena.