Menciono primeiro que, quando comecei este livro, esperava simplesmente por uma história do gênero “young adult”. Mas não foi isso o que li.
“Dance on My Grave” é um livro definitivamente peculiar, e surpreendentemente profundo. Dentre os temas que ele toca, cito aqui a descoberta e a exploração da homossexualidade na adolescência e no final do século XX, as dificuldades na jornada para o autoconhecimento, o primeiro amor, as expectativas depositadas nas relações amorosas — assim como a frustração causada pelo não cumprimento dessas expectativas —, e também o luto.
O protagonista, Hal, é assim como o livro um garoto peculiar. Mas ao mesmo tempo é tão parecido comigo em tantos aspectos… então me foi completamente natural ter empatia por ele, sentir a tristeza e a raiva que tudo aquilo o que aconteceu na história trouxe à sua vida.
Eu verdadeiramente adorei o livro, apesar de ele ter sido tão incômodo, dolorido em tantos pontos… e digo sem receios que esta é uma leitura que vale muitíssimo a pena, por motivos muito diversos, que com certeza envolvem a bela abordagem com que o Aidan Chambers tratou todos os temas que eu mencionei no início disto.
E encerro por aqui: não por falta do que dizer, mas por falta de mais palavras.