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    Calafrios da Noite - 15 contos clássicos de suspense e terror

    Cesar Bravo

    Cesar Bravo
    2013
    195 páginas
    6h 30m
    ISBN-10: B00DZP8K5Y
    Português Brasileiro
    3.8
    105 avaliações
    Leram133Lendo16Querem161Relendo0Abandonos4Resenhas28
    Favoritos11Desejados161Avaliaram105

    Calafrios da Noite é um livro de contos de horror e suspense. Eu o escrevi porque acredito que o conto seja uma das partes mais prazerosas do ofício de escritor. Um bom conto é curto, forte e preciso. A faca afiada na mão do assassino competente. Ele abre caminho, fere, tira nosso fôlego e faz o que deve ser feito. Os contos que você lerá a seguir serão honestos com você, assim como foram comigo. O primeiro deles é "Torniquete" e bem... Conta como um homem amputou a própria perna. Baseado em uma história real (mesmo!). Depois vamos com "Pague a sua conta". Falamos de Jason, um cara que tinha quase tudo na vida a não ser uma mente tranquila. Grana, uma mulher bonita, amigos... Mas isso foi antes de seu melhor amigo encontrar a cura zen; claro que ele resolve tomar uma dose. Com isso Jason acaba conhecendo bruxas, miséria, gatos “pupis” e coisas que só existem nos subúrbios de uma cidade cinza. Resta saber o preço pelo conhecimento que ele quer. E o tempo que terá para pagar. "Cavalo bravo" fala de um pai de família que no momento mais miserável de seus dias recebe uma proposta irrecusável de um estranho. Faz calor, ele mal pode se sentar por conta de suas hemorroidas e para piorar tudo sua esposa está grávida. Talvez o melhor a fazer seja mesmo aceitar o tal favor. O futuro no futuro se resolve não é mesmo? Será? O que leva alguém a pular de um prédio de "Vinte Andares"? O passado? Futuro? E quem encontrará lá em cima? Deus? Diabo? Ele mesmo? Quem sabe encontre a paz... Também temos a história do China; o maldito chinês gótico que perguntou: “Posso fumar aqui?”. Um cara ferido que aparece no pior bar da cidade e acaba dando umas pílulas para os cachaceiros de plantão. O que ela faz? Deixa você bêbado para sempre... O que pode acontecer quando alguém dorme e acorda bêbado continuamente sem que seu fígado apodreça? Garanto que se surpreenderá, amigo. "O homem que falava palavrão" fala de algo que todos nós já vivenciamos... De repente, aquele cara que não era coisa nenhuma no colegial aparece no Facebook. Bonitão, rico; carreira de sucesso. Algumas pessoas aguentam bem um tranco desses; outros ficam malucos, literalmente. Entramos então na vida de Cabeça e Novato. E na incrível lenda do "Violão de Johnny" que tocava sozinho no aniversário de morte do seu dono (tenho um carinho especial por esse conto, ele sempre me faz rir apesar do teor maldito). "Kid-Caranguejo" trata de góticos e fantasmas. Também de amor, velhice e destinos negados. Debaixo da luz do cruzeiro do cemitério tudo é assustador, mas talvez não seja pior que a própria vida. "Danação" vem com todos os fantasmas que um homem adulto pode ter. Um a um e em cada fase da vida humana. Um thriller psicológico que vai balançar suas crenças. "Não há vagas"... Me responda: Quantas pessoas cabem dentro de uma cabeça? Essa é a história do bobalhão Herman e de seu morador secreto: Jack. E claro; de sua esposa que você vai detestar; Elaine. "Dor nas costas" vem com dois hipocondríacos que cismam ter implantes alienígenas pelo corpo. Loucos ou não, eles sabem que o mundo de Hollywood não fica tão longe de suas ruas. Sabe aquela dorzinha que começou agora há pouco? Então... Pode ser qualquer coisa, até mesmo um implante alienígena. "Alguém a olhar por você" é uma homenagem a sociopatia. Conta uma manhã qualquer de um cara que está na fila errada, mas na hora certa. Um tipo caladão que não aguenta mais ver velhinhas doces com cabelo de algodão cortando a frente da fila. Já imaginou obrigar alguém a comer uma cabeça de peixe cru? Ele; o Roney; já... "Colheita obrigatória" é uma espécie de Fausto (de Goethe) regional movido a palavrões na porta da igreja. Quando o elemento mais subestimado da cidade resolve encontrar uma razão para viver e fazer justiça é melhor não estar na praça. Muito menos dentro do carro com ele. Fechando vem o "Lado oculto". Escritores ferrados, pactos e tudo o que pode acontecer em uma encruzilhada na estrada mais quente do estado de São Paulo. (C. Bravo)

    Resenhas (28)Ver mais
    Rosangela Max picture
    Rosangela Max16/03/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    O autor na sua forma mais selvagem.

    Os contos são ótimos e proporcionam a dose certa de suspense/horror. Alguns quase não podem ser classificados como destes gêneros, mas cumprem o papel de entreter. Do trabalho do autor que li até agora, achei que esta coletânea tem os contos com o tom mais sarcástico e com conotação sexual. Eu gostaria que tivesse mais horror, ao invés. Recomendo a leitura.

    52 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 105
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Cesar Bravo profile picture

    Cesar Bravo

    Nascido em 1977, em Monte Alto, São Paulo, foi apenas recentemente que Cesar Bravo deu voz à sua relação visceral com a literatura. Durante sua vida, já teve diversos empregos — ocupando cargos na indústria da música, na construção civil e no varejo. É farmacêutico de formação. Bravo publicou suas primeiras obras de forma independente, e em pouco tempo ganhou reconhecimento dos leitores e da imprensa especializada. É autor e coautor de contos, romances, enredos, roteiros e blogs. Transitando por diferentes estilos, possui uma escrita afiada, que ilumina os becos mais escuros da psique humana. Suas linhas, recheadas de suspense, exploram o bem e o mal em suas formas mais intensas, se tornando verdadeiros atalhos para os piores pesadelos humanos. Cesar é um admirador e seguidor dos grande mestres, devoto de Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft. Com uma voz única e muito brasileira, o terror nacional volta a respirar na pele da nova geração de autores e leitores sedentos por histórias que dêem voz a nossa identidade, mas que nos levem muito além da carne.

    26 Livros
    311 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Cesar Bravo