Gosto de livros com reviravoltas e Sedutor do Mares é assim, além disso tem como cenário a distante China, coisa difícil nos romances. Jamie era o capitão do navio Fênix que fazia uns discretíssimos contrabandos, mulherengo ao extremo e confiante até a ponta do dedinho do pé. Muito competente, foi expulso da marinha por pegar a mulher do comandante, fato que não esconde de ninguém mas que sempre o deixa chateado. Sarah é a filha mais velha de um missionário religioso pra lá de doido. O cara é maluquinho, maluquinho e vive se metendo em enrascadas. Numa dessas, foi parar em um além-mar desses da vida por muitos meses, fazendo com que a família ficasse preocupadíssima e obrigasse a destemida e teimosa Sarah a negociar com o infame Jamie.
Com discussões afinadas e humor mais do que cortante, os dois vivem as turras quando ela consegue entrar no navio escondida para viajar com ele. Em meio a muito perigo, eles conseguem achar o desmiolado do pai dela e é aí que a coisa muda de figura. Apesar de todos os defeitos, Jamie é um homem de palavra e promete ao missionário-doido que irá desposar uma das filhas dele, para desespero de Sarah. Então, entra em jogo uma ilha deserta, a irmã dela, o pequeno Charlie e o negócio fica bom!
Com umas tiradas bem engraçadas, Merline Lovelace coloca vários temas e lendas orientais na história enriquecendo bastante o texto. No entanto, a melhor parte e é história do livrinho de cabeceira da tripualção, o Ars Amatoria, uma espécie de Kamasutra dos marinheiros, com direito a várias posições sexuais como 'macaco descansando na árvore' e 'cavalo selvagem pulando', mas a melhor delas é 'patos voando ao contrário', que ninguém a bordo do Fênix conseguiu fazer ainda. Outra parte hilária, é quando um dos tripulantes conta para ela o motivo de terem a bordo, em uma caixinha estilizada, o pênis de um tigre!
Recomendo!
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