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    GESTÃO 3.0: A CRISE DAS ORGANIZAÇÕES - COMO AS EMPRESAS PODEM SE ADAPTAR ÀS MUDANÇAS OCASIONADAS PELOS NOVOS HÁBITOS DIGITAIS

    Carlos Nepomuceno

    Ed. Elsevier
    2013
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788535272499
    Português Brasileiro
    4.1
    7 avaliações
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    “Este livro é para quem se sente soterrado por e-mails infindáveis. Para quem está perdido numa cacofonia infinita de vozes concorrentes e díspares. Para aqueles que percebem que o mundo está no limiar de uma nova era, mas não sabem bem qual. Para todos os que têm a estranha sensação de que a explosão de canais de comunicação resultou em menos entendimento.” Esta obra é fruto de uma pesquisa de 10 anos sobre as causas e consequências da chegada da Internet para a sociedade e tem como objetivo principal ampliar a visão do que ocorre depois da chegada da Internet, através da hipótese da mudança da gestão da espécie. O autor, Carlos Nepomuceno, é um dos pioneiros da reflexão sobre o mundo digital no Brasil. Ao longo do livro, o autor compara a atual Revolução Cognitiva com a que ocorreu a partir de 1450 com a chegada do papel impresso, defende que a principal causa da Revolução Cognitiva é o aumento da população mundial nos últimos 200 anos que saltou de 1 bilhão para 7 bilhões de indivíduos, que nos obriga como espécie a sofisticar nossos ambientes de comunicação, de aprendizagem e de produção e por fim, sugere que a Revolução Cognitiva introduz uma nova forma de comunicação digital, que tem como ponto central a possibilidade de cada usuário da rede informar para o outro, através de rastros digitais, criando um sofisticado ambiente de troca similar ao modelo das formigas. Tais elementos são fundamentais para que o leitor tenha uma visão mais ampla e mais facilidade para projeções estratégicas para o século XXI.

    Resenhas (1)Ver mais
    Andrea Alcantara picture
    Andrea Alcantara25/09/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Esta leitura mudou minha forma de pensar. Como administrar o mundo de hoje, com mais de 7 bilhões de habitantes? Será que ainda estamos utilizando os mesmos métodos de séculos atrás? O que fazer? A resposta não é simples. Somente podemos notar muito claramente que ela segue uma direção específica: colaboração. Estamos percebendo (novamente!) a queda de uma sociedade baseada em uma hierarquia piramidal, onde uns falam, e outros obedecem. As pessoas nas ruas não se sentem representadas, elas querem mais participação, querem sugerir, acompanhar e ver os resultados de suas reclamações. Estamos muito acostumados a somente ouvir e aceitar, é o que o autor chama de monólogo corporativo. Sair da inércia, questionar, desejar ter o seu próprio canal, este é o rumo que precisamos seguir - na verdade, já estamos seguindo! Em uma determinada época, houve esta necessidade e a própria sociedade delegou gestores que pudessem representá-los, "de forma que pudessem fazer por eles aquilo que não conseguiam mais fazer, por falta de tempo e habilidade" (citação do autor). Mas parece que este modelo não está mais funcionando... Isto porque o que vemos são grupos de pessoas que só pensam e agem segundo seus próprios interesses, e se esquecem muito facilmente que são representantes do povo, eleito por eles. Seja por falta de caráter, seja por falta de fiscalização mesmo... :-( O livro cita alguns exemplos de ferramentas colaborativas digitais, que ao mesmo tempo são construídas e avaliadas diante da participação de muitas pessoas. A avaliação ou rastro digital é que irá nos direcionar para o que é bom e para o que não é (segundo opinião dos próprios usuários). O usuário passa a ser uma formiga, pois avalia e decide o rumo daquela plataforma. Como exemplos na web, o autor cita: Mercado Livre, Estante Virtual, Taxi Beat, YouTube. É notável a mudança de comportamento do ser humano diretamente ligada às novas tecnologias e plataformas digitais colaborativas. O que leva um vendedor a ser honesto no Mercado Livre, por exemplo? Todos sabem que uma má avaliação refletirá na reputação do vendedor no site. E quando você procura algo no ML e nota que a reputação do vendedor não é boa, o que você faz? Procura outro. É assim que funciona! Isto traz a descentralização da administração de um negócio. Na verdade, todos seremos administradores \o/ Muitas vantagens podem ser observadas neste modelo: as atualizações são feitas de forma rápida e eficiente, existência de um tipo de "filtro" da informação divulgada na web, maior segurança e confiança na hora de executar uma compra, por exemplo. E por aí vai. Não preciso nem dizer que o livro aborda assuntos importantíssimos e bem atuais. Fiz um curso na minha empresa com o autor do livro. Maravilhoso! Bjs, Andy

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