Amo ambientações de mundos distintos, nos quais consigo me identificar! Aqui vamos conhecer a história de um homem que, durante a exploração em uma mina, acaba caindo em um abismo para as profundezas da Terra. Lá ele encontra uma civilização evoluída que, em um tempo inestimável, se refugiou e sobrevive graças a Energia Vril - um tipo de energia poderosa e, até então, desconhecida pelos seres humanos.
Acompanhamos a descoberta de um mundo diferente e maravilhoso, onde a liberdade, igualdade e fraternidade são plenas. Conhecemos os costumes dessa civilização intraterrena, suas crenças, valores, responsabilidades, rituais e forma de amar, bem como é possível comparar as diferenças com o mundo em que vivemos, onde as guerras, interesses e maldades ainda predominam. Devido a isso, nosso protagonista tem dificuldade em explicar sobre sua origem, visto que seus hábitos e de sua raça são muito estranhos para aqueles seres.
O livro traz uma introdução que para muitos pode lembrar a obra "Viagem ao centro da Terra" de Jules Verne, mas seu desenvolvimento vai além do conhecer o mundo dentro do mundo, explorando muito mais a civilização existente nele e a sua maneira de se relacionar com seus povos enquanto sociedade.
Confesso que quando vi o livro pela primeira vez, logo imaginei que iria se tratar de uma história dos Atlantes ou dos Lemurianos, pois estudiosos sabem as merdas que ocorreram pelo uso indevido da energia Vril nesses continentes... mas a história não se refere a eles em específico, mas a uma civilização com outro nome, até então desconhecida. O autor também foca muito em relatar a convivência com esses seres e suas rotinas, não se aprofundando tanto em falar sobre o uso do Vril em específico, sua origem e atributos. Senti falta disso, mas não foi motivo para estragar minha experiência com a obra.
Mesmo com a quebra de expectativa, a leitura é fluida e de poucas páginas. Sinto que o assunto Vril poderia ter sido mais explorado, mas entendo que a narrativa trouxe o que foi possível dentro do esperado. A história também deixa uma reflexão no leitor sobre as consequências do uso indevido da Vril, e de como isso seria destruidor nas mãos de uma raça tão ingênua e rancorosa como é o Homem, pois ainda precisamos evoluir e muito para poder conhecê-la e usufruí-la.
Apesar do livro ter sido tratado como "ficção", sua riqueza de detalhes em pleno ano de 1871 (data de publicação da obra) mostra claramente que pode ter sido uma experiência real vivida pelo autor, ou mesmo uma psicografia. O autor ainda explica no final o porquê guardou essa experiência em segredo até a reta final de sua vida. Curioso, não?! Para quem estuda os mistérios do universo como eu, sabe muito bem que certas coisas só estão ainda encobertas, esperando o momento certo para serem reveladas.
Antes de terminar, quero deixar aqui mais uma vez meu pedido à Editora do Conhecimento para tentar melhorar a diagramação de seus livros. A mesma traz publicações muito relevantes a todos os temas espirituais e de mistérios do mundo, mas o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas é tão pequeno que chega a forçar nossa visão às vezes, o que torna qualquer leitura cansativa em alguns momentos, mesmo com a história te prendendo.
Por fim, recomendo a leitura desse livro para quem gosta de aventuras exploratórias, para os que têm curiosidade sobre o tema e, principalmente, para quem tem a mente aberta. Mas já tenha em mente que a história em si não se passa na antiga Atlântida, caso seu objetivo seja estudar sobre a energia Vril pelo domínio desses povos. Ainda pretendo ler uma obra específica sobre os Atlantes para estudar e me aprofundar mais a respeito.