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    A Dama das Camélias -

    Alexandre Dumas

    L&PM
    2004
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-10: 8525413348
    Português Brasileiro
    4.1
    6356 avaliações
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    Armand Duval é um jovem estudante de Direito na Paris de meados do século XIX. Jovem recatado, vindo de uma respeitável família burguesa interiorana, apaixona-se por Marguerite Gautier, nada mais nada menos que a mais cobiçada cortesã dos salões e teatros parisienses. Marguerite - vendida, corrompida, perdulária, amante de vários homens - corresponde ao amor do jovem, que provoca uma reviravolta na vida da jovem prostituta. Mas o futuro dos dois amantes enfrenta os mais rígidos obstáculos. Escrito pelo francês Alexandre Dumas filho a partir da sua experiência autobiográfica com a cortesã Marie Duplessis, A dama das camélias é uma das mais célebres narrativas longas do século XIX - o próprio século de ouro do romance europeu.

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    Régis Maz picture
    Régis Maz13/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um trágico e maravilhoso clássico

    A Dama das Camélias se passa em 1847 e foi lançado em 1948, em meados do século XIX, foi escrito pelo francês Alexandre Dumas (filho) baseado na experiência de sua juventude com uma cortesã chamada Marie Duplessis que, muito jovem, morreu de tuberculose impactando Alexandre Dumas (filho) a ponto de inspirá-lo a escrever esse romance de cunho autobiográfico. A narrativa se inicia com o narrador tomando conhecimento do leilão dos pertences de Marguerite Gautier: uma elegante cortesã francesa que acabara de morrer de tuberculose. A história vai sendo descortinada aos poucos, no início o personagem que narra a história não causa muita simpatia e sua curiosidade me parece completamente despropositada e sem sentido, mas ao seguir adiante, logo Armand Duval aparece e através de suas lembranças e de seu ponto de vista conhecemos Marguerite e seu destino de sofrimentos. Armand Duval se apaixona perdidamente por Marguerite na primeira vez que a vê e um tempo depois se declara para ela que aceita tê-lo como amante, correspondendo seu amor em pouquíssimo tempo. Apesar do pouco tempo de vida que lhe resta Marguerite decide que viverá aquele amor, mesmo que a sociedade ache que uma mulher em sua condição não devesse amar e ser amada. O livro é cheio de questionamentos sobre a prostituição e o tratamento recebido pelas mulheres que são obrigadas a recorrerem a esse meio de subsistência e também levanta questionamentos acerca da hipocrisia da sociedade machista que inferioriza a mulher, achando-se no direito de possuí-las como um bem que denota status para depois descartá-las para proteger o nome da família e uma falsa honra que só é adquirida através do dinheiro. A leitura é fluída e em um piscar de olhos as páginas voam enquanto seguimos esses personagens tão distantes de nossa realidade atual, mas mesmo assim com uma história de amor e preconceitos que acontecem até os dias de hoje. Marguerite é muito inteligente e astuta e lida muito bem com o ciúmes, a possessividade, e as vezes, a imaturidade de Armand, que a ama, mas que exige dela coisas impossíveis para uma mulher em sua condição. Reconheço que senti certa raiva da imaturidade de Armand, que mesmo tendo conhecimento prévio da vida que Marguerite levava, não consegue se abster de causar rugas infantis enquanto ela está apenas tentando sobreviver da única maneira que pode. Marguerite retribui seu amor, mas parece que apenas isso não basta para satisfazer sua necessidade e a todo tempo fica tentando mudá-la, mesmo ciente de não poder assumí-la completamente. Têm momentos em que ele é totalmente egoísta, mimado e cruel. O amor dos dois, apesar do que citei acima, é um amor verdadeiro, mas, como acontece em muitos clássicos, esse amor terá objeções por parte da família e da sociedade tendo então um fim trágico que já está prenunciado no início do livro. Magistralmente Alexandre Dumas (filho) soube colocar suas críticas e reflexões sobre a sociedade da época tocando o leitor profundamente com sua autobiografia e a tragicidade do que se passou. A narrativa da parte final do livro é tão intensa e tocante que é impossível passar por ela sem verter uma lágrima se quer. Apreciei muito a leitura desse romance histórico, que ainda diz muito sobre as relações de amor e do preconceito da sociedade que, por vezes, ainda parecem os mesmos de séculos atrás. Recomendo para todos esse grande clássico.

    138 curtidas

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    4.1 / 6356
    • 5 estrelas39%
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    • 1 estrelas1%
    Alexandre Dumas, filho profile picture

    Alexandre Dumas, filho

    Alexandre Dumas filho nasceu em Paris, França, filho ilegítimo de Marie-Catherine Labay, uma costureira, e do romancista Alexandre Dumas. Em 1831 seu pai o reconheceu legalmente e assegurou uma boa educação ao jovem Dumas na Instituição Goubaux e no Colégio Bourbon. As leis daquela época permitiram Dumas pai tirar seu filho de sua mãe. A agonia de sua mãe inspirou o filho a escrever sobre personagens trágicos femininos. Em quase todos os seus escritos, ele enfatizou o propósito moral de sua literatura e em sua peça de 1858, "O Filho Natural", ele expôs a teoria de que se alguém traz ilegitimamente um filho ao mundo, então ele tem a obrigação de legitimar seu filho e casar com a mulher. Adicionalmente ao estigma da ilegitimidade, Dumas filho foi a parte negra, seu avô era descendente de um nobre francês e uma mulher negra haitiana. Nos internatos, Dumas filho era constantemente hostilizado por seus colegas. Esses acontecimentos influenciaram profundamente seus pensamentos, comportamento e obra. Em 1844 Dumas filho mudou-se para Saint-Germain-en-Laye para viver com seu pai. Lá, ele conheceu Marie Duplessi, uma jovem cortesã que lhe deu a inspiração para o romance La dame aux camélias (A Dama das Camélias), uma das grandes intérpretes dessa obra no teatro foi Sarah Bernhardt. Esse romance é a base para ópera La Traviata de Giuseppe Verdi. Em 1864, Alexandre Dumas filho casou-se com Nadeja Naryschkine, com quem ele teve uma filha. Após o falecimento dela ele casou-se com Heriette Régnier. Durante sua vida, Dumas filho escreveu outros doze romances e diversas peças. Em 1867 ele publicou seu semi-autobiográfico romance, "L'affaire Clemenceau", considerado por muitos como uma de suas melhores obras. Em 1874, ele foi admitido na Académie française e em 1894 ele ganhou a Légion d'Honneur. Alexandre Dumas, filho, morreu em Marly-le-Roi, Yvelines, em 27 de Novembro de 1895 e foi enterrado no Cimetière de Montmartre, Paris, França.

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    Alexandre Dumas, filho