Bandidos, Profetas e Messias - Movimentos Populares no Tempo de Jesus

    Richard A. Horsley, John S. Hanson

    Paulus Editora
    1997
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-10: 8534904464
    Português Brasileiro

    Dois fatos ocorridos na palestina judaica em meados do sec. I da nossa era foram altamente significativos para a história posterior: a vida e a morte de jesus cristo de nazaré e a grande revolta judaica de 66-70. Em ambos os eventos os camponeses judeus foram a força dinâmica, a fonte original da mudança histórica e das suas ramificações. Este livro estuda os movimentos populares do tempo de jesus (bandidismo social, pretendentes reais, movimentos messianicos populares, profetas, movimentos proféticos, quarta filosofia, sicários e zelotas), lançando novas luzes sobre a realidade social da palestina do primeiro século de nossa era.

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    Juan Coelho27/11/2025Resenhou um livro
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    Messianismo, Marginalidade e Conflito: Uma Leitura Sociopolítica

    Em Bandidos, Profetas e Messias, Richard Horsley oferece uma interpretação sociopolítica da Palestina do período do Segundo Templo, examinando como movimentos populares, frequentemente rotulados pelas elites como “bandidos”, “agitadores” ou “pretensos messias”, expressavam formas de resistência coletiva diante da exploração romana e das mediações aristocráticas locais. A obra se distancia das leituras puramente teológicas, recolocando esses grupos no interior das tensões econômicas, sociais e simbólicas que estruturavam a Judeia do século I. Horsley demonstra que tais movimentos não podem ser reduzidos a desvios marginais: eles constituíam respostas orgânicas às crises de sobrevivência, às desigualdades fundiárias e ao colapso das instituições tradicionais. Ao articular profecia, messianismo e revolta camponesa, o autor ilumina a complexidade dos discursos de esperança e libertação que circularam entre setores subalternos da população judaica. Com rigor documental e sensibilidade sociológica, o livro evidencia que a resistência não se deu apenas por meio de rebeliões abertas, mas também através de práticas simbólicas, expectativas escatológicas e lideranças carismáticas que remodelavam a percepção coletiva de opressão e redenção. Trata-se de uma obra fundamental para compreender o mosaico político e religioso que antecedeu a guerra judaico-romana e que moldou parte significativa do imaginário judaico-cristão posterior.

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