Heranças do Tio Vincent -

    ANTONIE NYENHUIS

    Simplíssimo
    2013
    134 páginas
    4h 28m
    ISBN-13: 9788582450710
    Português Brasileiro

    Há 125 anos o pintor holandês Vincent van Gogh chegava a Arles, no sul da França, em busca de inspiração para criar seus quadros; que somente muito além do tempo em que viveu fariam o sucesso qual conhecemos hoje. Em 2001, em pleno século 21, Otto van Gogh, sobrinho-neto distante de Vincent, completaria 30 anos e como presente a si próprio se daria uma aventura igual à do “Tio Vincent”. Não para pintar quadros, mas para escrever um romance “demolidor”. Otto é brasileiro. E o lugar escolhido foi Petrópolis, no alto da serra fluminense. Demitiu-se do emprego na cidade grande e na cidade edificada pelo imperador dom Pedro II viveu momentos que poderiam lembrar aos de seu antepassado. O que herdara dele: a loucura, a genialidade, ou os dois? Esse é o tema colocado à prova a todo instante nessa narrativa contemporânea, bem humorada e cravejada de mistérios e incertezas. Heranças do Tio Vincent é o primeiro romance do redator publicitário paulista Antonie Nyenhuis, filho de holandês e fã do tio-avô de seu personagem. Da vida e da obra dele. Aliás, em 2013 Van Gogh faria 160 anos – data oportuna para o livro. O autor empresta um pouco (às vezes bastante) da experiência in loco em Petrópolis para alimentar a trajetória de Otto e dar a ela o frescor do primeiro olhar, de quem está vivendo sensações novas no instante em que acontecem. Não por acaso, o livro acaba sendo também um relato curioso sobre a chamada “vida de escritor” e sua solidão às vezes desesperadora. Se vai fazer sucesso igual “ou maior” aos quadros de Vincent, que pelo menos seja em vida, concordam os dois “personagens” que se misturam nessa aventura insólita: Otto e Antonie. Só o tempo vai dizer.

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    Universo dos Leitores20/08/2013Resenhou um livro
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    Divertido, interessante, diferente e por apenas 9,90 em formato digital

    Otto é um homem que sonha em ser escritor. Um dia, se demite do emprego e vai para Petrópolis com um único objetivo em mente: escrever um livro. Ao chegar à cidade, ele descobre que realizar o seu sonho não será uma tarefa fácil e quanto mais o tempo passa, menos ele escreve. Além das sua dificuldade em lidar com o problema, ele ainda tem que administrar as incansáveis e repetitivas perguntas dos familiares, amigos e moradores do local: "como está indo o livro"? Em meio a esse contexto, ele descobre que ler é o melhor remédio. A partir daí, novas portas e novas inspirações se abrem. Um misto de perguntas também surgem: Quem é Otto? Quem é Gabo? Até que ponto um não se mistura com o outro? O que é verdade e o que é imaginação? O livro, que foi inspirado no trabalho do pintor Vincent Van Gogh, que há 125 anos atrás foi para o sul da França em busca de inspiração para os seus quadros, apresenta uma interessante análise acerca de um ser humano em busca de um sonho: as dificuldades, a persistência, a criatividade. Com uma linguagem simples e por vezes bem humorada, o trabalho de Antonie ficou simplesmente encantador! Enquanto contou a história o escritor conversou com o leitor, o que causou uma sensação incrível de proximidade e permitiu uma trama envolvente e diferenciada. Um detalhe: O final é simplesmente surpreendente! Um destaque: os nomes dos personagens foram inspirados em grandes nomes do universo literários e artístico. Passagens interessantes: "O trabalho do médico é chegar pela manhã ao consultório e atender seus pacientes; o trabalho do bombeiro é chegar ao batalhão, lustrar o caminhão vermelho, e esperar a próxima desgraça; o de Otto passou a ser chegar de manhã na varanda, estender uma rede e ler. Leu. Leu. Leu. De Dostoieviski a Harry Potter, cumprindo um horário comercial por dia, sete dias por semana." "Diz se que o verdadeiro escritor é um ser antissocial. Um rebelde, um inadaptado. Que não se cansa de denunciar, por meio de seus escritor, seu inconformismo com o mundo. Eu concordo. O verdadeiro escritor encontra ordem no tumulto, paz na desventura. Glória ao caos. Pelo menos nesse ponto Otto foi um escritor completo. Só que aí ele conheceu de novo o amor."

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