Neopentecostais - Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil

    Ricardo Mariano

    Loyola
    1999
    246 páginas
    8h 12m
    ISBN-10: 8515019108
    Português Brasileiro

    Este livro analisa o neopetencostalismo, vertente pentecostal responsável pelas principais transformações teológicas, estéticas e comportamentais por que vem passando o movimento pentecostal. Elaborado e escrito de uma perspectiva sociológica e baseado em extensa pesquisa empírica, almeja, além de familiarrizar o leitor com a história das crenças, das práticas e do funcionamento das igrejas neopentecostais, atestar a ruptura com o ascetismo contracultura e a progressiva acomodação desses religiosos e suas denominações à sociedade e à cultura de consumo. Mudanças consideráveis, de caráter secularizante, cujos efeitos mais visíveis têm consistido em torná-los cada vez menos distintos e, por consequências, cada vez menos um retrato negativo dos símbolos de nossa brasilidade.

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    Doney Corteletti Stinguel14/03/2018Resenhou um livro
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    Lista de Livros – Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil, de Ricardo Mariano

    “No cotidiano dos cultos e na vasta programação de rádio e TV dos neopentecostais, conhecer Jesus, ter um encontro com Ele e a Ele obedecer constituem, acima de tudo, meios infalíveis para o converso se dar bem nesta vida. Nos templos e na mídia, Cristo é propagandeado como panaceia para todos os males terrenos. Haja vista que a tarefa primordial desse Deus, razão aliás pela qual o Todo-Poderoso é tão assediado por seus dedicados servos, é a de protegê-los e abençoá-los pronta e abundantemente em todos os campos da vida. Seus cultos, evangelísticos ou não, praticamente batem só nesta tecla. Funcionam como prontos-socorros espirituais e como tais são procurados. Baseiam-se em promessas e rituais para a cura física e emocional, prosperidade material, libertação de demônios, resolução de problemas afetivos, familiares, de crise individual e de relacionamento interpessoal.” * “A guerra travada dia a dia contra a umbanda, o candomblé, o kardecismo e a Igreja Católica torna seus elementos parte integrante da própria identidade da Universal, a mais combativa das igrejas neopentecostais, e da Internacional da Graça. Essa identidade se estrutura na relação com o outro, seja ela pacifica ou não. Sem o Diabo, sem o inimigo incessantemente expulso, humilhado, combatido, vilipendiado, Universal e Internacional da Graça não seriam quem são nem quem presumem ser. Precisam estar combatendo e vencendo um inimigo forte e poderoso para atestar seu próprio poderio espiritual. Enfim, sem o Diabo e seus asseclas, não teriam como justificar, diagnosticar e sanar os males que acometem os fiéis, nem como legitimar sua própria existência ou sua natureza divina.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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